DESKTOP

Curitiba registra queda de casos de Covid-19 em idosos com mais de 90 anos

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Da Redação

blank
O número de novos casos e mortes causadas pelo coronavírus diminuiu em idosos com 90 anos ou mais que formaram o grupo etário prioritário na vacinação. (Foto: Hully Paiva/SMCS)

Curitiba começou a vacinar grupos prioritários contra a Covid-19 no dia 20 de janeiro e os resultados já começaram a aparecer. De acordo com um estudo feito pelo professor José Rocha de Faria, pesquisador do Centro de Epidemiologia e Pesquisa Clínica (Epicenter), da PUCPR, o número de novos casos e mortes causadas pelo coronavírus diminuiu em idosos com 90 anos ou mais que formaram o grupo etário prioritário na vacinação.

Nos 30 dias que antecederam o início da vacinação na cidade, entre 22 de dezembro de 2020 e 20 de janeiro de 2021, a letalidade nos idosos desse grupo foi de 31,5%. Já nos dias compreendidos entre 7 de fevereiro e 8 de março, a taxa caiu para 25%. A análise foi realizada utilizando a base aberta de dados disponibilizados pela Secretaria Municipal de Saúde.

Quanto ao número total de óbitos, houve uma redução de 10% entre o primeiro e o segundo períodos analisados. A faixa etária que registrou a maior redução foi justamente a de idosos com 90 anos ou mais. Se no período inicial da análise as mortes de idosos dessa faixa etária respondiam por 5,9%, no período após a vacinação, o percentual caiu para 3,9%. A redução no número de casos também foi bastante significativa: foram 73 mortes no primeiro período e 56 no segundo, uma redução de 23%.

LEIA TAMBÉM:

Para Faria, os dados chamam muito a atenção pelo fato de que o período analisado teve início apenas cerca de duas semanas após o começo da vacinação em Curitiba. “Temos que considerar que neste período muitos dos idosos só haviam recebido a primeira dose do imunizante. Mesmo assim, vimos esse declínio na letalidade e no número de casos”, explica.

O pesquisador lembra que diversos estudos já divulgados sobre as vacinas CoronaVac e de Oxford mostram não só a redução no risco de contágio, mas, principalmente, uma diminuição mais significativa no risco de desenvolvimento de quadros mais graves, que exigem, por exemplo, hospitalização e intubação.

“Ainda que devamos considerar a possibilidade de que esse grupo tenha se isolado mais nas últimas semanas, resultando numa menor taxa de contágio, dois fatores sugerem fortemente um efeito da imunização: quando analisamos as faixas etárias de 80 a 89 e de 70 a 79 anos, não vemos qualquer redução significativa dos óbitos, além disso, a redução da letalidade fala muito a favor de um efeito já da imunização”, afirma José Rocha de Faria.

Siga-nos no Instagram para ficar sempre por dentro das notícias:

Veja Também

blank

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

blank
X