Curitiba teve o maior reajuste acumulado da cesta básica no país, aponta Dieese

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Simone Giacometti

A pesquisa do Dieese divulgada nesta terça-feira (6) revela que a cesta básica de Curitiba é a quinta mais cara do país. (Foto: Divulgação)

Curitiba aparece no topo da lista entre 17 capitais brasileiras, com o maior acúmulo de reajustes no custo da cesta básica: 14,47% . A pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 17 municípios apresenta os números de junho e tomou como base os seis primeiros meses de 2021 e foi divulgada nesta terça-feira (06).

Entre maio e junho de 2021, o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em oito cidades e diminuiu em nove, de acordo com as informações levantadas. No comparativo de preços das cestas básicas, Curitiba aparece em quinto lugar na lista das cestas básicas mais caras do país (R$ 618,57). Liderando o ranking, está Florianópolis (R$ 645,38), seguida por Porto Alegre (R$ 642,31), São Paulo (R$ 626,76) e Rio de Janeiro (R$ 619,24).

O valor médio do quilo da carne bovina de primeira registrou alta em 14 cidades em relação a maio. As maiores variações foram observadas em Porto Alegre (6,45%), Florianópolis (5,19%), Recife (3,97%) e Fortaleza (3,19%). A queda mais expressiva
foi verificada em Salvador (-1,95%). A forte demanda externa chinesa, os altos custos de produção e a oferta enxuta de animal para abate são os motivos do aumento da carne bovina de primeira.

Com base na cesta mais cara que, em junho, foi a de Florianópolis, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.421,84, valor que corresponde a 4,93 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. Em maio, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.351,11, ou 4,86 vezes o piso em vigor.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em junho, ficou em 111 horas e 30 minutos (média entre as 17 capitais), ligeiramente menor do que em maio, quando foi de 111 horas e 37 minutos. Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em junho, na média, 54,79% (média entre as 17 capitais) do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em maio, o percentual foi de 54,84%.

Confira os dados completos da pesquisa divulgada pelo Dieese, neste link.

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