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Curitiba vai exigir que hospitais particulares apresentem plano de contingência para internamentos

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Da Redação

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O objetivo do plano de contingência é reduzir a procura da rede pública. (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

Depois de vários hospitais particulares de Curitiba anunciarem o fechamento de seus pronto-atendimentos por causa da alta demanda de pacientes com suspeita de coronavírus, a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, anunciou nesta quarta-feira (10), na sessão remota da Câmara Municipal, que a prefeitura de Curitiba vai exigir um plano de contingência da rede privada de hospitais. O objetivo é reduzir a procura da rede pública, uma vez que o fechamento das unidades de pronto atendimento nos hospitais tem obrigado os beneficiários de planos de saúde a também procurar as UPAs municipais.

Entre os hospitais citados pela secretária estão o Nossa Senhora das Graças, o Marcelino Champagnat e o Sugisawa. “Essa é uma cidade em que 40% das pessoas têm plano de saúde. Conversei no domingo à noite com o presidente da Unimed, pedindo uma atuação firme, porque os hospitais particulares estão fechando seus prontos atendimentos e esses pacientes de convênio não têm opção e vêm para o sistema público, aumentando ainda mais a nossa demanda”, afirmou a secretária.

O novo decreto estabelece os hospitais particulares devem prever o remanejamento de, no mínimo, 50% dos leitos clínicos e cirúrgicos registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) para atendimento exclusivo da covid-19 (casos suspeitos ou confirmados). Essa exigência exclui os leitos destinados a obstetrícia, oncologia, cardiologia, nefrologia, oftalmologia e traumatologia (destinados a procedimentos cirúrgicos essenciais). Os leitos destas especialidades poderão ser utilizados apenas para o atendimento de situações de urgência e emergência e cirurgia essenciais, a fim de evitar agravamento de quadros clínicos. 

Além disso, passam a ter a necessidade de informar diariamente, à Secretaria Municipal da Saúde, os dados de ocupação dos leitos, bem como os recursos disponíveis para emergências. 

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Márcia Huçulak pediu aos parlamentares que orientem a população a não procurar os serviços de saúde se o problema não for urgente. “É um apelo que a gente faz. A pessoa que faz um procedimento eletivo como uma cirurgia plástica ou bariátrica, por exemplo corre o risco de pegar covid e deixa de abrir leito para atender covid”, frisou.

Hospitais de Campanha

Curitiba não contará com hospitais de campanha no combate à pandemia. Segundo a secretária municipal de saúde, a estrutura física de um hospital de campanha não atende à demanda de oxigênio dos pacientes. “As UPAs serão usadas para fazer o atendimento de pacientes moderados da Covid-19. A estrutura que optamos é muito superior do que fazer uma estrutura hospital de campanha. Fizemos esse movimento no sentido de que as pessoas sejam acolhidas numa estrutura melhor. O paciente de Covid-19 chega num comprometimento pulmonar muito grave e necessita de oxigênio de alta frequência. Nossas UPAs têm estrutura porque nós temos rede de gases, respiradores, monitores, bombas de fusão, todas as drogas, antibióticos. Possuimos todos os protocolos para atender o paciente”, explicou Huçulak.

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