Dia das Mães: os desafios da maternidade durante a pandemia

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Da Redação

Maternidade na pandemia
Segundo dados de 2019 do IBGE, o Brasil tem perto de 21,3 milhões de domicílios sob a responsabilidade de mulheres – só no Paraná são 1,25 milhão. (Foto: Divulgação)

Neste domingo (9), o Brasil celebra o Dia das Mães, o segundo ano comemorado ainda no contexto da pandemia. Esse cenário, tem aumentado em muito os desafios da maternidade, que para a maioria das mulheres somam cuidado direto com os filhos, trabalho para o sustento da casa e tarefas domésticas, entre outras ocupações. Segundo dados de 2019 do IBGE, o Brasil tem perto de 21,3 milhões de domicílios sob a responsabilidade de mulheres – só no Paraná são 1,25 milhão. Elas também ainda assumem um volume maior de afazeres domésticos e cuidados com outras pessoas da família – dedicam pelo menos 10,4 horas semanais a mais com isso que os homens.

“O processo de maternidade está muito mais intenso”, afirma a psicóloga Juliana Vita de Melo Alberto, que atua no Ministério Público do Paraná. Ela conta que esse grande volume de obrigações tem reflexos comuns, independente da realidade social das mães. “Alguns pontos que percebemos em quase todas essas mulheres e que se acentuaram com a pandemia são o da cobrança pessoal em cumprir de forma exemplar todas as múltiplas funções, o medo de errar e o medo de que os filhos sofram”, diz.

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Pesquisa realizada pela Catho, site de classificados de empregos, mostra que as maiores dificuldades de trabalho para as mães em trabalho remoto são conciliar isolamento social e saúde mental (42,5%) e conciliar trabalho, tarefas domésticas e filhos (40,5%). Das que disseram ter sofrido piora da saúde emocional, 79% afirmaram sentir sintomas de ansiedade.

A psicóloga explica que em virtude das situações geradas pela Covid-19, como a presença constante das crianças em casa, a dificuldade de se manter redes de apoio (como a escola, os avós ou babás), as mudanças no ambiente de trabalho (como o homeoffice, em alguns casos, e a situação do desemprego, que atingiu várias famílias), além das próprias inseguranças relacionadas diretamente ao coronavírus, têm levado muitas dessas mulheres a quadros de ansiedade, entre outras questões relacionadas à saúde mental.

Limites

“O que temos proposto para se enfrentar isso com menos dificuldade é que procurem baixar as expectativas e aceitar que está tudo bem não dar conta 100% de tudo. Respeitem seus limites”, explica Juliana. Ela propõe que, em vez de buscar a perfeição, que as mães tentem aproveitar os momentos com os filhos para fortalecer os laços de afeto. “Isso nesse momento é mais importante que ficar acompanhando todas as aulas on-line, por exemplo”, diz.

Ela sugere ainda que essas mães busquem pausas na rotina diária para cuidar delas mesmas, ainda que por um breve período de tempo. “Esses momentos são muito importantes para a saúde mental e se refletem em mais tranquilidade para todo o contexto familiar. Vale se isolar para ouvir música, tomar um banho, tentar fazer exercícios físicos. E acima de tudo ter em mente o seguinte: essa fase difícil vai passar, as crianças vão se recuperar, as coisas vão se normalizar”, afirma Juliana.

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