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Em meio à emergência hídrica, convênio levará mais água à Barragem do Passaúna

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Da Redação

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Dirigentes da Sanepar e da Repar assinaram um convênio para uso da água da Barragem do Rio Verde para abastecimento público. (Foto: André Thiago/Sanepar)

Diretores da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) assinaram um convênio para usar a água da Barragem do Rio Verde, em Campo Largo, para abastecimento público, permitindo que a Sanepar retire 200 litros por segundo da barragem, que pertence à Repar, para transposição até a Barragem do Passaúna, em Araucária. A operação faz parte da segunda fase de ações da Sanepar para aliviar os efeitos da crise hídrica na Região Metropolitana. Esse volume de água permite abastecer cerca de 75 mil pessoas.

A Sanepar vai implantar uma adutora de 2,45 quilômetros de extensão a partir de uma derivação do duto que leva água da Barragem do Rio Verde até a Repar, em Araucária. A água será lançada diretamente na Barragem do Passaúna. De acordo com o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, tem sido um grande parceiro do Paraná desde a época em que estava à frente de Itaipu Binacional.

Emergência hídrica na Região Metropolitana de Curitiba e no Sudoeste

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Governo decreta situação de emergência hídrica na RMC e no Sudoeste. (Foto: Alessandro Vieira/AEN)

Apesar das ações da Sanepar para aliviar os efeitos da crise hídrica, com a continuidade da estiagem no Paraná e após o abril mais seco da história em várias cidades paranaenses, nesta terça-feira (4) o governo do estado decretou situação de emergência hídrica na Região Metropolitana de Curitiba e no Sudoeste do Paraná. O decreto tem validade de 90 dias e é promulgado um ano após medidas semelhantes terem sido adotadas para minimizar os impactos da crise, que se estende há pelo menos dois anos. A iniciativa busca agilizar processos para garantir o abastecimento e a qualidade da água consumida pela população.

Em março de 2021, o mais seco em 24 anos em Curitiba, o nível dos reservatórios que abastecem a RMC estava em 60%, mais baixo que no mesmo período do ano passado e bem abaixo da média histórica dos últimos 20 anos, que indicava um volume útil de 97%. Nesta terça-feira (4), o nível dos reservatórios estava em 53,5%. A situação é mais crítica na Barragem Iraí, que está com 41,77% da capacidade, seguida pelas barragens Passaúna (54,17%), Piraquara I (61,45%) e Piraquara II (78,15%).

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A região Sudoeste teve o maior déficit nas precipitações no último mês, com rios e poços apresentando redução de 25% a 60% na quantidade de água disponível para o abastecimento. Os poços que abastecem Pranchita e Santo Antônio do Sudoeste já perderam mais de 60% da sua vazão, inviabilizando o fornecimento de água de forma regular para todas as regiões das duas cidades.

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