Florada das cerejeiras colore praça no Jardim das Américas

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Da Redação

A Praça Tsunessaburo Makiguti, no Jardim das Américas. (Foto: Ricardo Marajó/SMCS)

Com a florada das cerejeiras, as ruas estão rosadas pelo bairro Jardim das Américas. principalmente na Praça Tsunessaburo Makiguti. São cerca de 70 cerejeiras, também conhecidas como sakuras, que desabrocham simultaneamente. Mas o espetáculo dura pouco: a flores desabrocham e chegam ao auge em cerca de 15 dias, dando uma breve fase colorida ao inverno curitibano. 

O engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Roberto Salgueiro, explica que é nesse período, início de julho, que as sakuras têm seu ciclo completo e, este ano, pela menor incidência de sol neste período, as flores não estarão em seu potencial máximo. Assim mesmo, a floração das cerejeiras chama a atenção de quem passa pela praça. 

História e simbolismo

A Praça Tsunessaburo Makiguti completou 25 anos no último dia 14 de junho. Foi inaugurada em 1996, na primeira gestão do prefeito Rafael Greca, quando recebeu as primeiras mudas das cerejeiras. Assim como muitos moradores da região, essas plantas são descendentes diretas de japoneses. “Em 1991, Curitiba recebeu as primeiras sakuras vindas do Japão, que foram plantadas no Jardim Botânico e na Praça do Japão. Coletamos as sementes das que se desenvolveram, plantamos pela cidade e elas se tornaram muito presentes nas ruas e praças do Jardim das Américas” conta Salgueiro.

Na Praça Tsunessaburo Maakiguti, as cerejeiras compõem um cenário de homenagem perene à comunidade nipônica, que há 113 anos teve seus primeiros imigrantes chegando ao Brasil. A praça leva o nome e tem um monumento em homenagem ao filósofo japonês Tsunessaburo Makiguti, fundador da escola de valores humanistas Soka Gakkai, que conta com sedes no mundo inteiro, inclusive Curitiba. 

Com  5.248 m² de área, o local tem áreas de convivência, parquinho, ciclovia e pista de patinação. Durante a florada das cerejeiras, atrai mais visitantes para uma versão iniciante do Hanami, o costume japonês de se deslocar para contemplar a florada das sakuras.

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Efemeridade

O hábito tem fundamento nos valores que a flor desperta: sua florada bela, porém, efêmera, é uma analogia à própria vida. Por desabrocharem na primavera do Japão, antecipando colheita de arroz, também simbolizam prosperidade. A flor também é associada ao código de conduta dos guerreiros japoneses, os samurais. Para eles, a sakura representava o lema dessa classe: viver o presente sem medo. Era comum ter imagens da flor decorando equipamentos de combate.

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