Gerações Y e Z e o impacto desse público no mercado imobiliário; confira na coluna Construção e Moradia

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Gabriel Falavina – Altma Incorporadora

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Público dos 30 aos 40 anos valoriza as experiências mais do que o patrimônio e busca imóveis inteligentes, com bom aproveitamento dos espaços privativos e compartilhados. (Foto: Divulgação/Altma Incorporadora)
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Público dos 30 aos 40 anos valoriza as experiências mais do que o patrimônio e busca imóveis inteligentes, com bom aproveitamento dos espaços privativos e compartilhados. (Foto: Divulgação/Altma Incorporadora)
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Para você, o que é ser bem sucedido? O que é “vencer na vida”? Eu tenho certeza que cada leitor tem uma resposta, mas uma coisa é certa: dependendo da sua faixa etária (ou geração), a resposta tende a seguir um caminho comum.

De modo geral, os nascidos até os anos 70 valorizavam casa própria e veículo quitado na garagem. Quem não se lembra da expectativa de ganhar ou comprar o primeiro carro? Quem não lembra (para quem já teve essa oportunidade) da compra do primeiro imóvel? Esses itens sempre fizeram parte de um status social almejado pela maioria.

Pois é, curiosamente, a turma dos anos 80 em diante, que faz parte das gerações Y e Z, tem outros anseios. Para eles, a posse deu lugar à experiência. O registro de imóveis deu lugar à praticidade do aluguel sem fiador; os gastos com IPVA, manutenção, combustível e estacionamento deram lugar aos aplicativos de transporte ou até mesmo a bike.

Naturalmente, essa mudança de comportamento tem impactado o consumo de imóveis e, consequentemente, gerando tendências no mercado imobiliário. As gerações Y e Z abrangem a faixa etária que representa a média de idade em que acontece a primeira compra de imóvel: 30 e poucos anos. Mas se essa turma não está mais comprando imóveis.

O que está mudando?

Eu gosto de separar o mercado residencial entre dois perfis de produtos: os focados para os consumidores finais (quem compra é quem mora); e os produtos focados em gerar receita, ou seja, focados em investidores buscando alta rentabilidade. Para o segundo grupo, a rentabilidade só vai existir se houver uma boa demanda por aluguel e, como as gerações Y e Z são muito relevantes nesse segmento, a adequação desses produtos a mudança comportamental é fundamental.

Mas o que essas gerações esperam de novo?

Para esse público, o que importa é a rentabilidade e praticidade. Startups como Housi e Quinto Andar miraram esses investidores, que fogem da burocracia e não querem perder tempo com a gestão das locações. As plataformas, que simplificam os processos de aluguel e manutenção com o uso da tecnologia, já decolaram e estão explodindo em diferentes estados, como a proposta da moradia por assinatura, que já foi tema de coluna anterior.

Outra característica dessas gerações é a busca pela liberdade de viajar e trabalhar de qualquer lugar do mundo. Solteiros convictos ou casais sem filhos se tornaram o que denominamos “nômades digitais”. E, muito embora a pandemia tenha limitado as viagens, de certa forma acabou reforçando a possibilidade e conveniência de trocar o modelo presencial de empresas de diversos setores pelo home office. As ferramentas tecnológicas foram colocadas à prova com a covid-19 e mostraram que é possível ser produtivo com o trabalho remoto, antecipando um cenário que se consolida em 2021.

Com isso, a tendência para o público das gerações Y e Z, mais existencialista e desapegado, é a busca por imóveis que traduzam um estilo de vida vinculado aos conceitos da liberdade, conforto, facilidade e praticidade, além da acessibilidade e sustentabilidade.

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Para as novas gerações, a moradia tende a ser vista como um fluxo de serviços. É preciso que o imóvel – comprado ou alugado – sirva o morador onde ele quer estar e pelo tempo que quer estar. O aproveitamento inteligente dos espaços, o uso racional dos recursos naturais, a oferta de facilidades – como compartilhamento de bikes, espaços de uso coletivo para lazer ou trabalho – além da disponibilidade de conveniências (como lavanderia, central de entregas, academia, etc.) despertam a atenção dessas gerações.

Para fechar, é importante ter em mente que as gerações Y e Z têm afinidade com a tecnologia. Por isso, saber trazer o novo é algo fundamental neste momento, porque aplicar as boas soluções que surgem contribui para a longevidade dos empreendimentos, que vão atender não apenas ao público de 20 a 40 anos, mas também às novas gerações. Alguns exemplos são o uso da automação nos imóveis e na gestão condominial; as portarias remotas ou virtuais e o uso de aplicativos que proporcionam maior comodidade e segurança nos condomínios.

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