Hospital INC promove simpósio sobre cura de pacientes com epilepsia que não respondem a medicamentos

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Da Redação

O Hospital INC promove neste sábado (17), o Simpósio de Cirurgia de Epilepsia, com a participação de especialistas brasileiros e de instituições dos Estados Unidos, Canadá e Paraguai. (Foto: Divulgação)

Cerca de 3 milhões de brasileiros sofrem de epilepsia, uma doença causada por descargas elétricas anormais que provocam alteração nos neurônios. Destes, 900 mil que vivem com a doença não conseguem controlar as crises com medicação. A estimativa é que na região metropolitana de Curitiba 90 mil pessoas têm a doença. O Hospital INC promove neste sábado (17), das 8h às 13h30, o Simpósio de Cirurgia de Epilepsia, com a participação de especialistas brasileiros e de instituições dos Estados Unidos, Canadá e Paraguai.

O evento, on-line e gratuito, terá uma programação de palestras com especialistas do INC (Instituto de Neurologia de Curitiba), Universidade de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, Instituto de Previsión Social – Hospital Central (Paraguai), University of Miami (EUA), University of Montreal Hospital Center (Canadá) e Nicklaus Children’s Hospital Brain Institute (EUA).

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A conscientização sobre a epilepsia é muito importante para que fique claro que esta é uma condição que pode ser tratada. Com acesso a um diagnóstico e tratamento adequados, cerca de 70% dos pacientes poderão controlar as crises com medicamentos e inclusive podem trabalhar e levar uma vida normal.

Os outros 30%, que são refratários ao tratamento, podem se beneficiar da cirurgia que retira ou controla o foco epiléptico, indicação que será determinada após investigação com exames médicos, como ressonância magnética e eletroencefalograma prolongado. Segundo o neurocirurgião Murilo Meneses, chefe da Unidade de Cirurgia de Epilepsia do Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba), a indicação para cirurgia ainda avalia outros fatores, como qualidade de vida, o trabalho e função que a pessoa exerce, se está em idade escolar, e o impacto da medicação na saúde. “Temos muitos casos de pacientes em que a cirurgia contribuiu para mudar radicalmente a vida deles e da família”, diz Meneses.

De acordo com a causa da epilepsia, muitos pacientes podem se curar ou melhorar o controle das crises. O tratamento com neurocirurgia vai desde remover a parte doente do cérebro até implantes de estimulação cerebral ou do Nervo Vago – um pequeno computador que detecta a chegada de uma crise e evita que ela ocorra por meio de estímulos. “São técnicas bem modernas e sofisticadas que estão evoluindo constantemente”, observa Meneses, organizador do simpósio.

Centro especializado

Há 23 anos a Unidade de Cirurgia de Epilepsia do INC investiga portadores da doença. O centro especializado é formado por uma equipe de neurocirurgiões, neurologistas, epileptologistas, neuropediatras, psiquiatra, neuropsicólogos e especialistas em exames como tomografia, ressonância magnética e medicina nuclear. Essa estrutura e corpo clínico possibilitam que cada caso seja avaliado e investigado e que as decisões sobre a necessidade de cirurgia e outros tratamentos sejam tomadas em conjunto.

SERVIÇO
Simpósio INC de Cirurgia de Epilepsia
Data: 18 de setembro
Hora: das 8h às 13h30
Participação: gratuita
Inscrições: https://eventosinc.com.br

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