Imóveis de médio e alto padrão transformam perfil de bairros de Curitiba; confira na coluna Construção e Moradia

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Gabriel Falavina – Altma Incorporadora

Bairro Batel, em Curitiba. (Foto: Reprodução Folha do Batel)

A capacidade de empreendimentos imobiliários de médio a alto padrão atraírem investimentos em comércio e serviços é inegável. Em Curitiba, esse fenômeno está transformando ou ainda vai transformar a realidade de bairros antes considerados secundários e que, agora, têm potencial para se igualar aos que podemos chamar de “super nobres”.

Este é um momento de upgrade poucas vezes visto na história contemporânea do mercado imobiliário curitibano. O mais recente Indicador Abrainc-Fipe (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias-Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas), que corresponde ao trimestre móvel fevereiro-março-abril de 2021, mostra que a tendência positiva do setor segue sólida e favorece, principalmente, a performance do segmento de médio e alto padrão. Os lançamentos de imóveis entre as empresas que fazem parte da pesquisa somaram 28.470 unidades no período, o que representa uma alta de 45% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

Nessa toada, bairros curitibanos como Ahu, Alto da XV, Alto da Glória, Juvevê, Campina do Siqueira e Vila Izabel ganham projeção no mercado de médio e alto padrão. Você pode se perguntar se essas já não eram regiões suficientemente valorizadas. Sim, são bairros bem estruturados e até mesmo próximos do eixo central. Mas até pouco tempo atrás, não eram óbvios para investimentos desse segmento. Têm estrutura de serviços, comércio e imóveis, mas não recebiam o melhor que a cidade poderia oferecer por uma questão de prioridade: bairros mais nobres são mais atrativos.

Um efeito natural da escassez de terrenos e oportunidades em bairros consolidados como Batel ou Cabral é levar os olhares do mercado imobiliário para outras regiões, que passam a receber empreendimentos de padrão mais elevado, o que gera uma transformação em cadeia no perfil dessas regiões. A chegada de produtos imobiliários de melhor padrão resulta em mudanças como o aumento da renda média da região, a atração de novos comércios, mais serviços e uma expectativa de alta não apenas para os imóveis novos, mas também para os usados.

As localidades com essa perspectiva de transformação tinham até então menor preço em relação ao Batel ou ao Cabral, por exemplo, mas geralmente são anexas a eles. Tratam-se de bairros que apresentavam uma boa qualidade, mas careciam de exploração do mercado, tanto de comércio e serviços quanto de imóveis. Acontece que a cidade vai se expandindo e os bairros vão se transformando. Regiões anexas e secundárias agora recebem o melhor do mercado imobiliário, do comércio e, por consequência, de serviços.

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O valor dos imóveis nos bairros mais nobres de Curitiba destoa com uma certa margem na comparação com unidades de bairros secundários. O metro quadrado de um mesmo empreendimento pode custar 14 mil reais no Batel e 9 mil reais no Ahu, por exemplo. Existe uma forte tendência de estreitar essa diferença. Mas isso não significa desvalorização de nenhum bairro. Ao contrário, o Batel vai continuar sendo o Batel e outros bairros ganharão cada vez mais protagonismo. Importante mencionar que novas construções garantem uma renovação arquitetônica das regiões que começam a ser exploradas pelo mercado imobiliário. Ao mesmo tempo, com a escassez de terrenos, os imóveis dos bairros mais tradicionais passam a envelhecer e, assim, a tendência é de que careçam de revitalização. Os empreendimentos mais antigos dependerão de um retrofit para renovação da arquitetura, efeito que já é possível perceber no Centro de Curitiba e no Batel.

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