JBS anuncia investimento de R$ 1,8 bilhão no Paraná para construir a maior fábrica de empanados do mundo

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Da Redação

A nova unidade está em fase inicial de construção, em Rolândia, no Norte do Paraná. (Foto: Jonathan Campos/AEN)

A JBS anunciou nesta sexta-feira (14) que vai investir R$ 1,8 bilhão na unidade de Rolândia, no Norte do Paraná, para a construção da maior fábrica de empanados e salsichas do mundo. O governador Ratinho Jr. participou da cerimônia de anúncio, realizada na planta instalada da indústria. A nova unidade, que já está em fase inicial de construção, ficara anexa à atual, com previsão de conclusão para o final de 2022. O investimento também contempla a expansão de turno e modernização da unidade de aves da Seara na cidade.

Ratinho Jr. destacou a importância do anúncio mesmo em um momento de crise causada pela pandemia do novo coronavírus. “O Paraná tem vocação para produzir alimentos e alimentar o mundo, e agora abrigará com muito orgulho a maior fábrica de empanados e salsichas do planeta”, disse o governador ao lado dos executivos da JBS. Segundo ele, sua gestão está focada na viabilização de novos negócios e na valorização da modernização do setor agropecuário no estado. Para o governador, essa agenda tem influenciado nos números positivos da geração de empregos e do crescimento da produção industrial.

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Com o investimento na unidade paranaense, que terá a bandeira da Seara, serão gerados cerca de 2,6 mil novos empregos diretos. Atualmente, a unidade de Rolândia emprega 3,7 mil funcionários diretos, além de 390 indiretos. A expectativa é de chegar a mil toneladas por dia.

Segundo o secretário da Agricultura e Abastecimento do estado, Norberto Ortigara, o anúncio representa um marco para o agronegócio paranaense. “O impacto é gigantesco para os produtores de proteína animal do Paraná”, ressaltou. De acordo com ele, o Paraná tem capacidade e potencial competitivo, selo de qualidade de sanidade animal e um cuidado para garantir que os negócios se desenvolvam de forma sustentável, desde o pequeno produtor até a grande indústria.

O diretor de Negócios da JBS e responsável pela unidade de Rolândia, Darlan José Carvalho, disse que o Paraná representa um polo muito importante para a empresa. Ele destacou a segurança sanitária da carne produzida no estado, que tem qualidade reconhecida internacionalmente. “O Paraná tem uma série de qualidades, com DNA de produção agrícola, referência na produção de grãos e de frango, além de uma excelente mão de obra e logística. Tudo isso faz a diferença na hora de decidirmos onde fazer investimentos”, explicou o executivo. Pesou também na decisão, segundo ele, o cuidado do estado com a sanidade animal, item importante para acessar mercados internacionais.

Sanidade

Em março, o Paraná recebeu o parecer favorável do comitê técnico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e deu mais um passo para o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. Essa foi a penúltima etapa de um processo de controle sanitário iniciado há 50 anos e que permitirá um salto na produção e comercialização da cadeia de carnes. A expectativa é que o último passo seja dado neste mês, com o reconhecimento definitivo.

Além disso, o estado conquistou a chancela técnica da OIE como zona livre de peste suína clássica independente. Essa classificação retira o Paraná de um grupo formado por 14 outros estados e garante vantagens sanitárias aos produtores locais no mercado internacional. Ambas as chancelas técnicas abrem as portas de mercados internacionais para as carnes produzidas aqui. “O Paraná buscava essa qualificação há 50 anos. É um trabalho de muitos técnicos e do setor como um todo. Cerca de 65% do mundo não compram carne do Paraná pela ausência desse reconhecimento. Ou seja, alguns bilhões de dólares entrarão na nossa economia, gerando milhares de novos empregos”, ressaltou Ratinho Jr.

Além de Rolândia, a JBS mantém plantas nos municípios de Santo Inácio, Jaguapitã, Santa Fé, Jacarezinho, Campo Mourão, Carambeí e Lapa. Somando os Centros de Distribuição, incubatórios e fábricas de ração, a empresa está presente em 14 cidades do estado e emprega 14,2 mil pessoas e 42 mil empregos indiretos e tem 2 mil produtores integrados.

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