Aos 45 anos, lenda curitibana da Loira Fantasma ganha as redes sociais

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Da Redação

A Loira Fantasma agora terá redes sociais pela página Fantasmogênese: em Busca da Loira Fantasma, do Facebook. (Foto: Divulgação)

Há exatos 45 anos, surgia, pela imprensa curitibana, a lenda da Loira Fantasma. A personagem, que ganhou o imaginário popular desde então e já foi tema de peça de teatro e curta-metragem, ganha as redes sociais a partir desta quarta-feira (20) pela página Fantasmogênese: em Busca da Loira Fantasma, do Facebook. O lançamento faz parte da proposta vencedora do segundo edital para Histórias em Quadrinhos lançado em 2019 pela Fundação Cultural de Curitiba e apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura. A lenda da loira fantasma nasceu de um boato sobre um taxista que comunicou à polícia o caso da passageira desaparecida do carro, no meio do trajeto.

A intenção é que, aos poucos, os leitores acompanhem tudo o que já foi produzido sobre a loira misteriosa, desde as matérias dos jornais locais de 1975 até a repercussão cultural, anos depois, no teatro, cinema e na literatura. “A ideia da página é fomentar a curiosidade das pessoas sobre essa lenda urbana, que já teria sido vista em outros lugares do Brasil, e criar ambiente para o lançamento da grafic novel da Loira”, conta o desenhista Antônio Éder, um dos autores do projeto e ex-aluno da Gibiteca, o espaço cultural da FCC voltado para desenho, ilustração, cartoon e animação.

O ponto alto da iniciativa será uma graphic novel, elaborada em parceria com o também desenhista André Stahlschmidt. Ela deverá ser publicada até o fim deste ano desde que as medidas de prevenção contra a Covid-19 não adiem a data. A publicação terá 135 páginas de desenhos em preto e branco sobre a loira misteriosa e os personagens que a tornam lembrada até hoje – taxistas que a teriam conduzido, o policial que afirmava tê-la visto e alvejado em um dos táxis e mulheres confundidas com a loira, além de repórteres que colocaram o caso nas capas dos jornais. Em 2014, a Loira Fantasma ganhou um capítulo no livro Bocas Malditas: Curitiba e suas Histórias de Gelar o Sangue. Nele, os leitores também podem conferir detalhes sobre Maria Bueno, O Maníaco da Tesoura, O Mendigo Macabro e O Fantasma do Pilarzinho, entre outros personagens que habitam o imaginário dos curitibanos.

LEIA TAMBÉM:

O que é a lenda da loira fantasma

Um boato sobre um taxista que comunicou à polícia o caso da passageira desaparecida do carro, no meio do trajeto, teria dado origem à lenda. Apesar de meter medo nas pessoas, a loira não fazia mal a ninguém e o temor que representava se resumia a aparecer e desaparecer sem deixar pistas. Seus ataques contra taxistas e os tiros que teria recebido de um policial nunca foram provados. Mesmo assim, a história era tida como verdadeira por quem a acompanhava e assustava os moradores da Curitiba de então, uma cidade com menos de 700 mil habitantes, que dois meses depois ficaria gelada, mas por outro motivo igualmente histórico: a neve que cobriu a cidade no dia 17 de julho de 1975. Se a loira fantasma voltasse a assombrar os curitibanos, talvez fosse denunciada por um motorista de aplicativo.

Veja Também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

X