Livro “Imperadores de Opereta”, de Ernani Buchmann, ganha edição para países de língua portuguesa

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Da Redação

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A capa do livro “Imperadores de Opereta” e assinada pelo cartunista Miran. (Foto: Divulgação)

O livro “Imperadores de Opereta – Os ditadores latino-americanos como fonte da literatura”, do escritor Ernani Buchmann, vai ultrapassar fronteiras e ganhar uma versão além-mar. Lançado em meados do ano passado, com capa do cartunista Oswaldo Miranda, mais conhecido como Miran, prefácio do jornalista Fábio Campana e design gráfico de Vera Andrion, o volume terá uma segunda edição com distribuição internacional. Em entrevista ao portal, o autor falou sobre o processo de criação do ensaio e a surpresa ao perceber que a obra está tomando um caminho próprio.

A Editora Almedina, com matriz em Portugal, irá publicar a versão revista e ampliada do livro no Brasil, em Portugal e na África lusófona, que inclui sete países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, dentro da coleção Abelha – Mel & Ferrão, dirigida pelo escritor Deonísio da Silva, membro da Academia de Ciências de Lisboa e da Academia Brasileira de Filologia. “Essa editora portuguesa já atuava no Brasil na área jurídica. Quando eles abriram essa coleção Abelha, Mel & Ferrão, o Deonísio da Silva ficou responsável por fazer a seleção dos autores. Ele tem 35 livros publicados, vários prêmios ao longo da carreira, e já me conhecia. Quando me disse que se apaixonou por esse meu livro, fiquei muito honrado”, conta Ernani Buchmann.

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A nova edição portuguesa deve estar nas bancas até julho. “Acredito que até em 90 dias começará a ser distribuída. Os livros serão colocados nas livrarias de Liboa e também na África lusófona, o que abre uma possibilidade muito grande”, explica.

Ao pensar nessa trajetória, o escritor fala com propriedade de quem tem 16 livros publicados individualmente e seis outros em parceria. “O livro tem uma coisa engraçada! Quando um livro é bem sucedido, ele toma um caminho próprio. Chega uma hora que você não sabe mais o que ele está gerando. Ele pode ter ganhado outras edições, traduções, ter inspirado documentários, filmes…ele começa a voar. E esse é um livro que mal começou a ganhar vida própria”, analisa.

Segundo Ernani, o processo de produção do livro tomou um ano de trabalho, entre o início da pesquisa até a inclusão dos novos materiais, na versão mais robusta que será lançada. “Eu fui procurando livros que falassem desse universo dos ditadores latino-americanos. Acabei descobrindo que devem ter uns 130 livros publicados em espanhol, francês, inglês e português, com informações sobre esse tema. Prova de que o assunto empolga estudiosos do mundo inteiro. E a saga da América Latina é ter um ‘grande pai’ para cuidar do seu povo. É uma deformação de caráter, gerada pela própria colonização”, conclui.

O livro promete ser uma boa fonte de informações para quem gosta de História. “Nós temos ditadores do México à Patagônia. Só na América Central e Caribe, foram 27. Na América do Sul, mais 20 e só aí nessa conta já temos pelo menos quase cinco dezenas deles. E quando revemos os comportamentos, percebemos as semelhanças entre eles. Muitos se faziam de pais dos pobres e eram adorados pela classe que mais necessitava, mas não hesitavam em mandar matar pelos motivos mais torpes”, considera.

Paralelo aos desdobramentos da nova publicação, “Imperadores de Opereta – Os ditadores latino-americanos como fonte da literatura” foi indicado por unanimidade ao prêmio organizado pela Academia Catarinense de Letras na categoria “Melhor Ensaio de 2020”. A entrega da homenagem será em sessão solene na sede da ACL, em Florianópolis, no próximo dia 13 de maio.

Sobre o autor

Ernani Buchmann é presidente da Academia Paranaense de Letras e quarto ocupante da cadeira número dois do seleto grupo de 40 intelectuais, desde 17 de outubro de 2005. Nascido em Joinville, vive em Curitiba desde os 11 anos de idade. Advogado formado pela Universidade Federal do Paraná, foi repórter, produtor, cronista e comentarista de inúmeros veículos de comunicação, além de ter feito carreira também na área de publicidade e marketing. Em 2020, sua trajetória cultural já havia sido premiada pela Superintendência de Cultura do Paraná.

É presidente, além da APL, do Observatório da Cultura Paranaense e do Centro de Excelência em Xadrez, além de ter presidido, há anos, o Paraná Clube.

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Ernani Buchmann é presidente da Academia Paranaense de Letras. (Foto: Murilo Ribas)

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