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Livro orienta empresas familiares a fazer a transição sem traumas entre fundador e herdeiros

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Da Redação

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O livro “Empresa Familiar: Problema Anunciado, Família Empresária: Solução Antecipada”, do advogado Manoel Knopfholz, esclarece como se faz a transição nas empresas familiares separando negócios de família dos negócios da família. (Foto: Divulgação)

Após 45 anos trabalhando para grandes empresas, o advogado e professor universitário Manoel Knopfholz, especialista em governança e sucessão de famílias empresárias, decidiu compartilhar toda a sua experiência com a publicação do livro “Empresa Familiar: Problema Anunciado, Família Empresária: Solução Antecipada”, que será lançado oficialmente no dia 20 de maio. A obra esclarece como se faz a transição nas empresas familiares separando negócios de família dos negócios da família.

Segundo a MK Governança de Famílias Empresárias, de todos os casos conhecidos, apenas 6% se dão conta da necessidade de intervenção profissional. Um dos desafios, diz Knopfholz, é sensibilizar os membros da empresa de que é urgente organizar o processo sucessório para evitar as tão comuns brigas entre herdeiros. “E quem precisa ser conscientizado dessa necessidade são os sucedidos (quem lidera a empresa) e/ou os próprios herdeiros”, afirma.

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No livro, Knopfholz discorre sobre como se cria e se estrutura um Conselho de Família e como pode ser construído um Protocolo Familiar com regras de sucessão, aposentadoria do fundador, pertencimento das novas gerações, gestão patrimonial, entre outros temas que ensinam o leitor a discernir temas familiares, empresariais e patrimoniais. Segundo ele, é uma obra fundamental para que as famílias não testemunhem o desaparecimento da empresa, das suas relações familiares e de seu patrimônio.

No Brasil, pelos menos 85% das empresas são oriundas de relações familiares e destas apenas 25% passam da terceira geração, de acordo com o autor. “Isso ocorre porque é muito comum confundir patrimônio, relações familiares e negócios”, diz. Seu trabalho é identificar justamente onde estão as lacunas ou excessos que impedem algumas empresas familiares de ser melhor administradas e alcançar todo o seu potencial, seja de pequeno, médio ou grande porte. Ainda sob sua ótica, um dos obstáculos mais comuns está representado pela disputa interna de poder entre os herdeiros. Quando isso ocorre é preciso fazer uma análise de toda a empresa identificando, primeiramente, os três principais núcleos: Facilitador, ambicioso e sabotador.

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No Brasil, pelos menos 85% das empresas são oriundas de relações familiares e destas apenas 25% passam da terceira geração, de acordo com o autor. (Foto: Divulgação)

“No núcleo facilitador encontramos aquele com uma visão mais fraternal, de união e perenidade, que não necessariamente trabalha na empresa, mas quer facilitar as negociações e também deixar tudo acertado para evitar problemas pós-sucessão. Já o herdeiro ambicioso é o que quer que a empresa cresça, que tem energia para fazer, quer trabalhar, trazer inovações, no entanto, não tem necessariamente as rédeas para que isso ocorra da forma esperada ou planejada. E o núcleo sabotador é o que possui o herdeiro voraz, que pode até ser tecnicamente capaz, mas tem perfil predador. Ao invés da ordem ele busca o caos fazendo a família refém de suas confusões. Algumas vezes, esses últimos são até mesmo patologicamente doentes”, detalha Knopfholz.

Pacto com a imortalidade

Ainda conforme o especialista, um desafio é convencer o fundador da empresa a desistir de seus ‘pactos com a imortalidade’. “Nunca é fácil para um patriarca ou matriarca passar o bastão. Essa passagem não depende somente de aspectos técnicos, mas também psicológicos e emocionais, pois a sucessão, na ótica do sucedido, pode representar o fim de um ciclo de sua vida e a percepção e sensação da sua finitude física e emocional”, afirma. Essa identificação, diz, é necessária para diagnosticar não só cada um dos núcleos, mas o mapa do real status da empresa. Outro desafio é conscientizar os herdeiros e sucedidos de que a empresa não pertence exclusivamente a eles, mas também aos trabalhadores e especialmente às futuras gerações.

Manoel Knopfholz diz que nem toda família empresária tem problemas, especialmente quando possui um alinhamento profissional desde seu início. No entanto, sem essa visão, é muito comum que várias empresas sofram antes ou após a sucessão. A maneira mais eficiente de prevenir litígios é criar um protocolo familiar para definir as lógicas de gerenciamento da empresa, do patrimônio e da família de formas distintas e, de acordo com cada uma delas, construir um conjunto de normas de convivência que sejam aceitas por todos os familiares e definir antecipadamente quem conduzirá a empresa no pós-sucessão.

Serviço
Livro Empresa Familiar: Problema Anunciado, Família Empresária: Solução Antecipada
Site: www.mkgovernanca.com.br
Pré-lançamento no Instagram: @manoelknopfholz

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