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Nicette Bruno era um pouco curitibana; atriz morou na cidade e teve um filho aqui

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Reinaldo Bessa

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A atriz Nicette Bruno morreu neste domingo (20), aos 87 anos, vítima de Covid-19. (Foto: João Miguel Júnior/Rede Globo)

A atriz Nicette Bruno, que morreu neste domingo (20), aos 87 anos, vítima de Covid-19, tinha uma estreita ligação com Curitiba, onde chegou a morar nos anos 1960. Um dos três filhos da atriz, Paulo Goulart Filho, nasceu aqui. Nicette e o marido, Paulo Goulart, eram membros da Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), com sede em Curitiba, dirigida pelo médium kardecista Maury Rodrigues da Cruz, que diz encarnar o espírito do médico paranaense Leocádio José Correia, conhecido como Dr. Leocádio. Nicette dirigia o núcleo paulista da entidade na capital paulista.

A passagem por Curitiba se deu porque o sogro da atriz, Affonso Miessa, executivo do Banco Nacional, veio morar na cidade. Enquanto morou aqui ele foi diretor da Copel e depois gerente do Banco do Estado do Paraná na capital paulista. Paulo e Nicette participaram de várias montagens teatrais em Curitiba, entre elas A Megera Domada, de Shakespeare. No dia 3 de maio de 2014, a atriz deu uma entrevista exclusiva ao jornalista Reinaldo Bessa, então colunista social do jornal Gazeta do Povo, durante uma visita, ao lado da filha, a atriz Beth Goulart, à SBEE, na Vila Tingui. Na ocasião, Nicette e Beth vieram para o aniversário de Maury Cruz. Paulo Goulart morrera no dia 13 de março daquele ano vítima de um câncer no mediastino diagnosticado dois anos antes.

“A dor é imensa, o vazio é enorme, a saudade será eterna, mas o espiritismo nos dá um suporte extraordinário”, disse a atriz. De família espírita, Nicette contou que sempre conviveu com a doutrina de Alan Kardec. Sua ligação com a SBEE deu-se quando moravam em Curitiba e um tio dela, irmão de sua mãe, a também atriz Leonor Bruno, morreu. Uma amiga sugeriu que fosse falar com Maury Cruz, que já atuava como médium kardecista. Nicette foi convocada pelo “Irmão Leocádio” a desenvolver o espiritismo.

Amor à primeira vista

Paulo e Nicette se conheceram em 1952 quando ele foi fazer um teste para o papel de galã na peça “Senhorita minha mãe”, que estava sendo montada pela companhia dela, Nicette Bruno e seus comediantes, no Teatro de Alumínio. Logo começaram a namorar. O casamento foi na véspera do carnaval de 1954 e a lua de mel em Porto Alegre, para onde seguiram com a peça “Ingenuidade”. Mas a carreira artística da dupla preocupava o pai de Paulo. Segundo Nicette, o sogro chamou o filho, formado em Química Industrial, para uma conversa séria sobre seu futuro profissional.

Em 1969 Paulo Goulart foi chamado pelo diretor teatral Antunes Filho para substituir Armando Bogus no papel de Petrucchio em A Megera Domada, que também era encenada na capital paulista. Nicette permaneceu em Curitiba com os filhos, então crianças, por causa da escola. O que era para ser temporário virou definitivo com o convite a Paulo feito por Walter Avancini, diretor da TV Excelsior (uma espécie de Globo da época), para fazer novelas. Logo em seguida ela e o filhos voltaram a São Paulo deixando muitos amigos aqui. “Tenho uma ligação muito forte com Curitiba, foi um período muito feliz da nossa vida e onde iniciamos o estudo da doutrina espírita”, contou na ocasião.

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Quando Paulo Goulart morreu, Nicette estava no ar na novela das 6 da Globo, “Joia Rara”, na qual interpretava Dona Santinha. Sua personagem fez uma viagem para poder dar licença à atriz. Nicette disse que o marido foi na sua frente porque tinha certeza de que ele queria fortalecê-la.

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