Novo decreto municipal proíbe permanência de clientes em pé em bares, restaurantes e lanchonetes de Curitiba

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Da Redação

Desde a última quarta-feira (25), está proibido permanecer em pé em bares, lanchonetes e restaurantes de Curitiba. (Foto: Isabella Mayer/SMCS)

Está proibido permanecer em pé em bares, restaurantes e lanchonetes de Curitiba desde esta quarta-feira (25). A medida consta do novo decreto municipal e, segundo a prefeitura, foi adotada porque durante as fiscalizações da semana foram constatadas aglomerações de clientes em pé dentro dos estabelecimentos.

Segundo a nova regra, deve ser observado o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as mesas, em todas as direções, sendo vedada a permanência de pessoas em pé em lounges, corredores, camarotes ou qualquer outro local do estabelecimento. A medida consta do Decreto Municipal 1.385, que foi publicado nesta quarta-feira (25). O Decreto Municipal 1.340, que prorrogou a bandeira amarela, segue vigente até 1º de setembro.

A alteração levou em consideração a melhora na pontuação dos indicadores e manteve a bandeira amarela de alerta contra a Covid-19. A pontuação nesta semana ficou em 1,81, enquanto na semana passada estava em 1,85. A nova regra foi incluída para aprimorar o controle da pandemia.

O indicador que melhorou a pontuação foi o número de pacientes positivos internados em leitos clínicos, que na semana anterior estava em 1,18 e agora passou para 0,98. Essa redução mostra que, embora o número de casos tenha subido, o número de pacientes que necessitam de internamentos não cresce na mesma velocidade.

A taxa de retransmissão (RT), que indica o número de contaminados por cada pessoa na fase ativa da doença, também caiu, ficando em 0,96, abaixo de 1, o que significa desaceleração da pandemia. Na semana anterior essa taxa era 1,05.

Abrabar vê perseguição

O presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), Fabio Aguayo, chamou a medida de mais uma perseguição ao setor. “Percebemos que desde o início da pandemia a prefeitura tem usado dois pesos e duas medidas. Tudo que é de responsabilidade dela ela não aplica o poder da lei, faz vista grossa com os espaços que são de sua responsabilidade, praças, parques, transporte coletivo, terminais de ônibus. Já para os estabelecimentos privados é todo o rigor da lei”, criticou. Para ele, a prefeitura tem que dar o exemplo também.

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A secretária municipal da Saúde, Marcia Huçulak, disse que os parques e praças são espaços a céu aberto, onde as pessoas não ficam tão próximas, ao contrário dos bares e restaurantes. Segundo ela, a determinação foi incluída no decreto para dar respaldo legal às equipes de fiscalização.

“Isso já estava no nosso protocolo, mas parece que não havia esse entendimento e nós temos as questões legais que precisam dar respaldo às atitudes das equipes de fiscalização porque depois as pessoas entram na justiça. Então colocamos no decreto que as pessoas não podem permanecer em pé e sem máscara consumindo alimentos e bebidas”, afirmou Marcia Huçulak em entrevista à rádio CBN pela manhã.

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