DESKTOP

Novo estudo confirma circulação de variante amazônica da Covid-19 no Paraná

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Da Redação

variante amazônica no Paraná
Os dados divulgados ajudam a comprovar a circulação de mais linhagens do vírus SARS-CoV-2 no Paraná. (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

Um estudo realizado na segunda semana de março confirmou a circulação da variante amazônica no Paraná. O relatório apontou que de 46,2% das 80 amostras coletadas correspondem à linhagem P.1, demonstrando que ela é predominante entre as nove variantes já identificadas no estado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) e ajudam a comprovar a circulação de mais linhagens do vírus SARS-CoV-2 no Paraná.

“Embora o número de amostras seja pequeno, este recorte de testagem demonstra a efetiva circulação da variante brasileira P.1, que já está em transmissão comunitária”, afirma o secretário da Saúde, Beto Preto. Segundo ele, a variante pode ter entraram no Paraná pelo porto de Paranaguá ou pela fronteira oeste, em Foz do Iguaçu, e até mesmo pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Ele destaca que o estudo corrobora um aumento na contaminação nos últimos dias. “Quase metade dos testes RT-PCR realizados no Paraná tem resultados positivos hoje em dia, ou seja, mais pessoas estão se infectando e grande parte delas pode estar com a variante P.1, que é mais agressiva do que a doença que conhecemos no ano passado”, explica.

Estudo

A análise da Rede Genômica Fiocruz foi coordenada pela Secretaria da Saúde do Paraná em conjunto com o Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) e a UFPR com supervisão do Lacen (Laboratório Central do Estado). Para a seleção das amostras foram definidos grupos dentro de cada macrorregional do Paraná: Norte, Noroeste, Leste e Oeste. Em seguida, foi feita uma seleção de amostras em dois grupos e um sorteio aleatório em cada uma delas, que resultou em 80 amostras viáveis para sequenciamento genômico.

LEIA TAMBÉM:

As linhagens mais frequentes foram a P.1, com 46,2%; B.1.1.28, com 28,8%; e P.2, com 11,2%. Além disso, foram identificadas variantes do Reino Unido (B.1.1.7), entre outras cinco. O estudo corrobora outro que já havia sido feito com o processamento das amostras realizado pela Fiocruz, no Rio de Janeiro. Na ocasião, 70% das 216 amostras de RT-PCR com grande carga viral enviadas para a instituição estavam relacionadas à variante P.1. Desta vez, as amostras foram analisadas no Paraná em parceria com a UFPR.

A previsão é de que novas coletas sejam verificadas nos próximos dias. “Pretendemos trabalhar com este quantitativo de até 100 amostras nos próximos três ou quatro relatórios, além de reduzir a janela de dias entre as amostras analisadas. Neste estudo específico os testes analisados foram escolhidos em um período de três dias”, explica o diretor da Fiocruz Paraná, Bruno Dallagiovanna.

Siga-nos no Instagram para ficar sempre por dentro das notícias:

Veja Também

blank

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

blank
X