O dia em que Jaime Lerner me serviu um cafezinho

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Reinaldo Bessa

Como repórter da sucursal da Agência Estado em Curitiba e, por extensão, do jornal O Estado de S. Paulo, e em outros veículos da capital, cobri as duas últimas gestões de Jaime Lerner como prefeito de Curitiba e seus dois mandatos como governador, inclusive desde a primeira campanha ao Palácio Iguaçu. Tivemos bons e maus momentos, mas sempre nos respeitamos como entrevistado e entrevistador. Uma vez reclamei da postura um tanto agressiva de um assessor seu com uma notícia que havia publicado e ele prontamente respondeu desculpando-se.

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Contracapa do livro de Jaime Lerner “quem cria, nasce todo dia”. (Foto: Reinaldo Bessa/Arquivo Pessoal)

Não é exagero dizer que o mundo perdeu hoje um de seus maiores arquitetos e urbanistas posto que fez sua aldeia conhecida e reconhecida em todo o planeta pelas ideias ousadas e criativas que adotou. Na manhã do dia 26 dezembro de 2014 fui recebido gentilmente por ele em seu apartamento, no Cabral, para autografar dois exemplares de seu livro “quem cria, nasce todo dia”, que havia comprado, um deles para presentear a um amigo arquiteto de São Paulo. Ele estava sozinho. Depois de autografar os livros com as mãos já trêmulas, perguntou se eu aceitava um café. Diante da resposta afirmativa, levantou-se e foi prepará-lo. Tomado o café, nos despedimos como os velhos amigos que nunca fomos.

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