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O dia em que Moro e Fachin trocaram elogios e foram saudados como esperança de mudar a nação

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O então juiz Sergio Moro foi o centro das atenções no jantar da Boca Maldita em que recebeu a comenda de Cavalheiro ao lado do ministro do STF Luiz Edson Fachin. (Fotos: Jader Rocha)

Na noite de 13 de dezembro de 2015, um encontro amigável entre o então juiz federal Sérgio Moro e o ministro do STF Luiz Edson Fachin, em um hotel de Curitiba, foi registrado pelo repórter fotográfico Jader da Rocha. O encontro, ocorrido cinco anos antes de Fachin anular as condenações de Moro no âmbito da Operação Lava Jato, foi relatado na coluna social do jornalista Reinaldo Bessa da Gazeta do Povo no dia 15 de dezembro daquele ano. Moro desfrutava de grande popularidade como o juiz durão da Lava Jato, que mal completara um ano de investigações – pouco mais de dois anos depois, em julho de 2017, ele viria a condenar o ex-presidente Lula a 9 anos e 6 meses de prisão.

Os dois estavam entre os homenageados com a comenda de Cavalheiro da Boca Maldita de Curitiba no jantar realizado pela entidade no Hotel Four Points by Sheraton. Fachin havia tomado posse no Supremo, na cadeira de Joaquim Barbosa, em abril do mesmo ano. O orador da noite foi o senador Alvaro Dias, que chamou os dois de “artífices das mudanças exigidas pela sociedade”. Estrela do evento, Moro foi chamado de “Ícone da nova justiça brasileira”.

Naquele mesmo ano Fachin já enfrentava críticas por uma decisão que favorecera a então presidente Dilma Rousseff. Uma decisão do então recém-nomeado ministro do STF interrompeu a tramitação do impeachment da ex-presidente na Câmara dos Deputados. Alvaro Dias o defendeu em seu discurso: “(…) terá que matar um leão por dia para provar a muita gente que a única coisa que o pressiona é a Constituição (…). Ao concluir, o senador afirmou sob muitos aplausos: “Sergio Moro e o STF são nossas esperanças legítimas de mudar a nação”. Último a receber a comenda, Sergio Moro foi aplaudido de pé e ovacionado pelos presentes. Ao agradecer a homenagem, afirmou que não fazia tudo sozinho, dizendo que há uma focalização excessiva em sua figura. Disse ainda que se sentia honrado por ser homenageado junto com Fachin.

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