Paraná confirma mais 49 casos e cinco óbitos pela variante Delta; quatro mortes foram em Curitiba

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Da Redação

Curitiba confirma quatro novos óbitos entre 36 casos, 13 casos de sublinhagens e 5 mortes pela variante Delta no Paraná. (Foto: José fernando Ogura/AEN)

Curitiba acaba de registrar quatro novos óbitos pela variante Delta, dentre os 36 novos casos, 13 casos de sublinhagens e cinco mortes confirmadas pela Secretaria da Saúde, nesta quarta-feira (1º). Foram quatro óbitos da variante delta e um da sublinhagem AY.4. A quinta morte aconteceu em Toledo – PR.

Os dados foram repassados no relatório de circulação de linhagens Sars-CoV-2 (vírus responsável pela Covid-19) por sequenciamento genômico, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os novos casos foram registrados em Curitiba, Paranaguá, Araucária, Colombo, Piên, Piraquara, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Fernandes Pinheiro, Imbituva, Palmas, Cascavel, Guaraniaçu, Toledo e São João do Ivaí. Os óbitos são de três homens (31, 46 e 56 anos) e duas mulheres (51 e 66 anos).

Até agora, 843 amostras do Paraná foram sequenciadas pela Fiocruz e 475 aguardam resultado. A maioria das amostras correspondem a P.1 (462 casos). Da Delta são 95 casos confirmados e 24 óbitos, além de 30 casos de sublinhagens (14 casos AY.4 e 3 casos AY.12), com dois óbitos da AY.4.

Assim que o relatório é enviado pela Fiocruz, a Secretaria da Saúde entra em contato com as Regionais de Saúde, que por sua vez comunicam os municípios de residência (ou de notificação) dos casos confirmados para iniciarem a investigação epidemiológica. Este processo inclui dados desde o início dos sintomas, a realização do exame, se houve internação e se o caso é considerado como cura ou óbito.

Sublinhagens

As sublinhagens das variantes são fenômenos que fazem parte da evolução viral natural e estão associados à taxa de replicação da doença. Quanto mais o vírus se multiplica, mais rápido ocorrem os processos de evolução. O vírus Sars-CoV-2 sofre mutações esperadas dentro do processo evolutivo de qualquer vírus RNA. Quando isso acontece, caracteriza-se como uma nova variante do vírus.

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Variante de atenção

Quando as mutações ocasionam alterações relevantes clínico epidemiológicas, como maior gravidade e maior potencial de infecção, essa variante é classificada como VOC (variant of concern ou variante de atenção). As VOC são consideradas preocupantes devido às mutações que podem conduzir ao aumento da transmissibilidade e ao agravamento da situação epidemiológica. As sublinhagens da variante delta, assim como a própria cepa, são consideradas como VOC.

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