Paraná é líder nacional em doações de órgãos; Setembro Verde incentiva conscientização

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Da Redação

No Paraná, 2.459 pessoas aguardam pela doação de algum tipo de órgão. (Foto:Marieli Prestes/ SESA)

O Paraná é líder nacional em um gesto de amor que pode salvar vidas e registra a média de 33 doações efetivas de õrgãos por milhão de população (pmp). O número é quase três vezes maior do que a quantidade nacional, que é de 13,7 pmp. O estado fechou o ano de 2020 com 41,6 pmp e garantiu a liderança desde então. Neste ano foram 213 doações efetivas, que resultaram em 353 transplantes de órgãos e 365 transplantes de córneas.

Os dados são do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) que analisa as notificações de janeiro a julho deste ano junto a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). A Secretaria da Saúde (Sesa) e o Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR) reforçam a importância da conscientização sobre esse gesto de amor, incentivado durante o Setembro Verde, mês dedicado à campanha referente ao tema. No Paraná, 2.459 pessoas aguardam por uma doação.

“Uma única pessoa, sendo doadora, pode salvar até dez vidas. Cada um de nós possui cinco vezes mais chances de precisar de um órgão do que de efetivamente conseguir um doador. Então falarmos sobre doação e principalmente, comunicarmos os familiares sobre esse desejo, é sem dúvida um ato de amor ao próximo”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

No último ano, o Estado teve 1.161 notificações de potenciais doadores e 475 doações efetivas, as quais corresponderam a 698 transplantes de órgãos sólidos realizados no Paraná.

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Na análise dos dados brasileiros, o RBT destaca que “com o agravamento da pandemia pela Covid-19 em todo o País, a partir de fevereiro, acentuou-se a queda na taxa de doações e transplantes”. Inevitavelmente, todos os estados registraram queda nas doações de órgãos e transplantes.

Mesmo assim, o documento destaca que apenas três unidades da federação ultrapassaram 30 transplantes renais pmp, Paraná, São Paulo e Distrito Federal. O Paraná atingiu 36,5 pmp, acima da média nacional de 19,2 pmp. O estado também está entre os três estados que mais realizaram transplantes hepáticos (fígado) com 15,8 pmp, enquanto a média brasileira é de 8,7 pmp. Já com relação a transplantes de pâncreas, o Estado está entre os cinco estados que realizaram o procedimento.

No Paraná todos os potenciais doadores de órgãos estão sendo testados para a Covid-19, através do exame RT-PCR, garantindo segurança aos receptores e tranquilidade aos profissionais de saúde envolvidos no processo. O Estado conta com uma Central Estadual de Transplantes responsável pela área administrativa e plantão da instituição, localizada em Curitiba, além de quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPO’s) – Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.

Estes centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná, que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT). Ao todo são cerca de 700 profissionais envolvidos, entre eles 23 equipes de transplante de órgãos, 25 centros transplantadores de córneas e quatro bancos de córneas em atividade – Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.

QUAIS ÓRGÃOS QUE PODEM SER DOADOS?

  • Coração: o transplante só pode ser realizado por meio de um doador falecido, com morte encefálica constatada. O transplante de coração é recomendado a pessoas com insuficiência cardíaca e que não respondem a nenhum tratamento ou cirurgia.
  • Válvulas cardíacas: esse tipo de transplante é indicado para pessoas com doenças da válvula do coração. Em alguns casos, não é possível usar para transplante o coração de um indivíduo que teve morte encefálica, porém, as válvulas podem ser doadas e mantidas em um banco de válvulas, onde são mantidas durante anos.
  • Fígado: é um órgão que tem a capacidade de regenerar-se, por isso, o doador pode doar parte de seu fígado, em vida. Esse tipo de transplante é realizado principalmente em casos de cirrose hepática.
  • Pulmão: esse tipo de transplante é indicado para pessoas com doença pulmonar grave, tais como fibrose cística, pulmonar e enfisema. Em situações especiais, uma parte do pulmão pode vir de um doador vivo e são necessários dois doadores para um receptor.
  • Ossos: implantes dentários, transplantes para lesões da coluna e próteses são alguns tipos de transplantes para ossos, que podem ser realizados por meio de cirurgias simples. Os ossos doados podem ser mantidos em um banco por um longo período. 
  • Medula óssea: é responsável por produzir componentes do sangue e é usada para a cura de doenças que afetam as células do sangue, como a leucemia. A doença da medula óssea é a única forma de doação que mantém um banco de doadores e que também é permitida a crianças e gestantes. 
  • Rim: os rins, por serem dois, podem ser doados tanto em vida quanto após o falecimento. A doação do rim geralmente é feita para pessoas com hipertensão, diabetes, insuficiência renal crônica, entre outras doenças renais. 
  • Pâncreas: esse tipo de transplante é feito a partir de doadores falecidos e geralmente é realizado junto com o transplante de rim, pois o pâncreas é um órgão que atua na digestão dos alimentos e também na produção de insulina, elemento responsável pelo equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue. O transplante é feito em pessoas com diabetes e sérios problemas renais.
  • Córneas: o transplante só pode ser feito a partir de doadores falecidos, com idade entre 2 a 80 anos. Ceratocone e distrofia do endotélio são algumas das doenças graves que podem afetar a córnea, parte do olho que controla a passagem de luz para a retina.
  • Pele: a doação pode ser feita por pessoas falecidas ou aquelas que removeram partes da pele em cirurgias estéticas. O transplante de pele é recomendado em caso de pessoas que sofreram extensas queimaduras ou doenças dermatológicas graves.

COMO SE TORNAR UM DOADOR DE ÓRGÃOS?

Qualquer pessoa pode ser uma doadora de órgãos e nenhuma religião é contra a doação. Basta apenas ser maior de 18 anos, ter condições adequadas de saúde e ser avaliado por um médico para realização de exames.

Para ser um doador em vida, você pode acessar o site da Aliança Brasileira pela doação de Órgãos e Tecidos (Adote), fazer seu cadastro e download do cartão de doador. Basta acessar o link: http://www.adote.org.br/.

Além do cadastro, é importante você falar para a sua família que deseja ser um doador de órgãos, para que após a sua morte, os familiares (até segundo grau de parentesco) possam autorizar, por escrito, a retirada dos órgãos.

O QUE É MORTE ENCEFÁLICA?

A morte encefálica é quando acontece a parada definitiva do encéfalo, que é o cérebro e tronco cerebral, provocando assim, a falência de todo o organismo. No caso de morte encefálica, podem-se doar os órgãos, mediante a autorização dos familiares.

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