Paraná receberá lote extra com 90 mil vacinas; adolescentes serão incluídos no PNI

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Da Redação

Com aval do Ministério da Saúde, Paraná receberá lote extra com 90 mil vacinas para fronteira. (Foto: Jonathan Campos/AEN)

O Ministério da Saúde acatou o pedido do Paraná de receber um lote extra de vacinas contra a Covid-19 para atender as regiões de fronteira com Argentina e Paraguai, repetindo o protocolo usado em relação ao Mato Grosso do Sul. A confirmação foi feita durante reunião virtual do Fórum Nacional de Governadores nesta terça-feira (13). O encontro teve a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

A remessa adicional será de cerca de 90 mil doses e permitirá completar a imunização com a primeira dose de todas as pessoas com mais de 18 anos dos municípios de Foz do Iguaçu, Barracão, Guaíra e Santo Antônio do Sudoeste. A expectativa da Secretaria da Saúde é que os imunizantes cheguem ainda em julho – o Ministério da Saúde planeja distribuir 41 milhões de doses neste mês.

Levantamento feito pelo Consulado do Paraguai em Foz do Iguaçu, na região Oeste, indica que pelo menos 98 mil brasileiros moram no país vizinho, com trânsito intenso pela Ponte da Amizade – a município tem a fronteira mais movimentada do país.

Cronograma

Durante a reunião, o Ministério da Saúde apresentou o novo cronograma de chegada e distribuição de vacinas contra a Covid-19 para este trimeste iniciado em julho. Além das 41 milhões de doses previstas para esse mês, a estimativa da pasta aponta para 68 milhões em agosto e 71 milhões em setembro. A ideia, a partir deste mês, é de apresentar aos estados um calendário semanal de previsão de novas doses. Atualmente a distribuição é feita a partir de notas técnicas já definitivas do Ministério da Saúde, sem antecipação das informações.

Também durante o encontro, o ministro reforçou o posicionamento contrário em relação à intercambialidade de vacinas em gestantes – aplicação de produtos desenvolvidos por laboratórios diferentes durante as duas doses. O assunto veio à tona após o uso da vacina da AstraZeneca em gestantes e puérperas com comorbidades ter sido suspenso pelo Ministério da Saúde no início de maio em decorrência de uma recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O mesmo pedido vale para o imunizante da Janssen.

A decisão veio após a morte de uma gestante que havia recebido o imunizante no Rio de Janeiro, que posteriormente se confirmou como decorrente de uma reação da vacina de origem anglo-sueca. “Ficou muito claro para todos. Por isso aqui no Paraná adotamos como metodologia a vacinação das gestantes com Pfizer e CoronaVac”, destacou Beto Preto

Imunização de adolescentes

Outros pontos definidos durante o encontro é que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) vai estudar e definir uma nota técnica única sobre o início da imunização de adolescentes, entre 12 e 17 anos, em todo o país. Atualmente, apenas o medicamento da Pfizer foi liberado pela Anvisa para ser aplicado nesta faixa etária.

O mesmo grupo aprofundará ainda os estudos sobre a diminuição do período de intervalo entre a aplicação das duas doses das vacinas da Pfizer e AstraZeneca. Os governadores decidiram que em ambos os casos seguirão um caminho único, em consenso com a determinação do PNI.

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