Paraná tem nove finalistas no Prêmio Jabuti, entre eles a curitibana Giovana Madalosso

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Da Redação

A curitibana Giovana Madalosso é uma das finalistas do Prêmio Jabuti. (Foto: Renato Parada)

Nove autores do Paraná estão entre os finalistas da primeira etapa da edição do Prêmio Jabuti 2021, a mais importante e tradicional premiação literária do Brasil. Ao todo, são 20 categorias distribuídas nos segmentos Literatura, Não-ficção, Produção Editorial e Inovação. Os autores paranaenses ou radicados no estado disputam nas categorias Tradução (Daniel Martineschen e Rodrigo Tadeu Gonçalves); Crônica (Yuri Al’Hanati e Arzírio Cardoso); Romance de Entretenimento (Rafaela Riera); Poesia (Jussara Salazar); Romance Literário (Giovana Madalosso); História em Quadrinhos (José Aguiar) e Infantil (Adilson Farias).

A curitibana Giovana Madalosso, filha mais velha do casal Neuza e Carlos Madalosso, estava cozinhando quando seu celular começou a tocar. Foram diversas chamadas, além das notificações de mensagens que “pipocavam” sem parar. Ao checar as mensagens após o almoço, ela viu que eram dezenas de ligações e recados de amigos e pessoas próximas, cumprimentando-a por ser finalista no Prêmio Jabuti. Seu livro “Suíte Tóquio”, editado pela Todavia, concorre na categoria Romance Literário. “Ter a possibilidade de ser finalista é uma coisa que eu nunca nem imaginei quando eu era uma jovem querendo ser escritora”, afirma a escritora, que mora em São Paulo e se prepara para voltar a morar em Curitiba.

Seu romance vem sendo muito bem recebido pela crítica e público e já teve os direitos de publicação vendidos para diversos países, como Portugal, Inglaterra, Estados Unidos, Itália e Colômbia. Também deve virar filme em breve. Giovana acaba de voltar de Portugal, onde foi divulgar o livro sobre a relação entre uma babá e sua patroa.

De Santa Felicidade para o mundo

Para a autora, publicitária de formação, ser reconhecida com a indicação ao Jabuti é uma enorme conquista. “Eu vibrei muito. Tão bom quanto chegar a ser finalista do Jabuti é perceber a vibração das pessoas, dos amigos e dos leitores, torcendo para que o livro ganhe o prêmio, torcendo para que a literatura feita por mulheres cresça cada vez mais. É um momento muito bonito para mim”, comemora a escritora, que cresceu no bairro italiano de Santa Felicidade.

A poeta, escritora, artista visual e designer Jussara Salazar, finalista na categoria Poesia com o livro “O dia em que fui Santa Joana dos Matadouros”, nasceu em Pernambuco, mas reside no Paraná desde 1985. “Eu comecei a escrever aqui no Paraná, embora a minha narrativa seja muito ligada às minhas raízes, sendo filha de sertanejos do Nordeste”, afirma. Segundo ela, foi no Paraná que ela desenvolveu sua escrita e sua arte. “Me senti estimulada a escrever pelo ambiente que encontrei aqui, muito favorável, artisticamente falando”, diz.

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Criado em 1958, o Jabuti é o mais tradicional prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) para contemplar autores, editores, ilustradores, gráficos e livreiros. Só em 2021 o Prêmio recebeu 3.422 mil inscrições de todo o país, número 31% maior do que no ano passado. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 25 de novembro, em São Paulo. Os primeiros colocados receberão o troféu Jabuti e R$ 5 mil. Na cerimônia também será revelado o vencedor ou vencedora do Livro do Ano, que levará R$ 100 mil.

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