Pesquisa do Procon-PR mostra que maioria desconhece cuidados na hora de aproximar o cartão ao pagar contas

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Da Redação

Na prática, essa opção possibilita que o consumidor faça suas transações/pagamentos/compras sem precisar inserir o cartão nas máquinas. (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

Uma pesquisa do Procon-PR para verificar o nível de conhecimento dos consumidores paranaenses em relação ao recurso “Pagamento por Aproximação”, presente em boa parte dos serviços de cartão de crédito e débito, mostra que a maior parte deles não têm informações suficientes sobre o assunto: 76,8% desconhecem os cuidados e 67,5% não se sentem seguros para pagar contas utilizando a função.

Na prática, essa opção – cuja utilização aumentou bastante na pandemia – possibilita que o consumidor faça suas transações/pagamentos/compras sem precisar inserir o cartão nas máquinas nem precisar digitar sua senha como forma de evitar uma eventual contaminação pela Covid-19.

“É uma facilidade que pode esconder alguns perigos. Nem todo mundo sabe quais são os valores máximos para cada operação. Você pode pagar até R$ 200 por operação e se o cartão for furtado, e o consumidor não perceber imediatamente, pode sofrer um grande prejuízo”, alerta a chefe do Procon-PR, Claudia Silvano.

A aproximação elimina a necessidade de digitar a senha, sendo, até mesmo, uma forma de evitar uma eventual contaminação pela Covid-19. (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

O resultado da pesquisa – realizada entre os dias 21 e 23 de julho de 2021 com 940 entrevistados – mostra ainda que 77,4% deles relataram que não receberam informação de seu banco sobre o recurso e que 67,5% temem ter seu cartão roubado e terceiros utilizarem com facilidade a função.

Claudia diz que os bancos e as bandeiras emissoras dos cartões deveriam assegurar que o consumidor pudesse escolher se quer ou não desativar a função, o que hoje não é possível, segundo Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). 

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“As empresas de cartões deveriam garantir que os consumidores fossem prévia e adequadamente informados sobre os valores máximos para cada transação, informação que 76,8% dos entrevistados relataram desconhecer”, afirma a chefe do Procon.

Como complemento da fiscalização do órgão, ela acrescenta que a intenção é reforçar o alerta ao consumidor para verificar seus extratos bancários com regularidade para identificar débitos indevidos e dialogar, junto à Abecs, sobre a possibilidade de desativação dessa função.

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