Polícia Civil conclui caso de Ana Paula Campestrini; ex-marido é indiciado como mandante do assassinato

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Da Redação

Ana Paula Campestrini tinha 39 anos e a motiviação do crime foi homofobia. (Foto: Arquivo pessoal)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito policial do feminicídio de Ana Paula Campestrini, de 39 anos, ocorrido no dia 22 de junho, no bairro Santa Cândida, em Curitiba. O ex-marido, Wagner Oganauskas, foi indiciado como mandante do crime e por feminicídio. Marcos Antônio Ramon vai responder pela execução do assassinato mediante pagamento de R$ 38 mil.

Os dois estão presos desde o dia 24 de junho, 48 horas após terem armado a emboscada para a vítima. No dia do crime, Ana Paula foi convidada pelo ex-marido para ir até o clube recreativo do qual ele era presidente para fazer uma carteirinha e poder ter acesso aos treinos dos três filhos. Assim que ela saiu da sede do clube, no Alto da XV, começou a ser seguida pelo atirador até a entrada do condomínio onde morava. Câmeras de prédios vizinhos flagraram a moto durante a perseguição.

A vítima estava neste carro vermelho que aparece saindo do clube. O motoqueiro começa a seguí-la assim que ela deixa o local, conforme mostram câmeras de segurança de um prédio vizinho. (Vídeo publicado no Portal Reinaldo Bessa)

Chegando na residência, Ana Paula, foi abordada pelo homem que a perseguiu em uma motocicleta vermelha. Quando ela abaixou o vidro do carro, o suspeito atirou 14 vezes contra o veículo.

Conclusão do inquérito


Durante as investigações, a PCPR ouviu testemunhas e analisou imagens de câmeras de segurança para identificar os envolvidos no feminicídio. Também foi apurado que a vítima tinha problemas com o ex-marido em relação à divisão dos bens, guarda dos filhos e outros assuntos pessoais. Além disso, o suspeito não aceitava o fato de a ex-mulher ter pedido a separação para ter um relacionamento homoafetivo.

O atirador que aparece nas imagens das câmeras de segurança do prédio onde Ana Paula estava morando havia apenas um mês, será indiciado por homicídio qualificado mediante pagamento, motivo torpe, meio cruel, emboscada e impossibilidade de defesa da vítima. O mandante também foi indiciado com a qualificadora de feminicídio.

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