Polícia Federal prende suspeitos de desviar milhões em negociações com criptomoedas no Paraná

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Da Redação

Os carros de luxo apreendidos durante a Operação Daemon foram levados para o pátio da Policia Federal no bairro Santa Cândida. (Foto: Divulgação Polícia Federal)

A Polícia Federal deflagrou na manhã segunda-feira (5), em Curitiba, a Operação Daemon que apura a prática de crimes falimentares, de estelionato, lavagem de capitais, organização criminosa, além de delitos contra a economia popular e o sistema financeiro nacional. Cerca de 90 policiais federais cumpriram na capital e região metropolitana um mandado de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba. Além disso, houve a decretação judicial de sequestro de imóveis e bloqueio de valores. Quatro veículos de luxo, joias e dinheiro em espécie foram apreendidos na operação. Entre os presos estariam o gestor do grupo, Claudio Oliveira, e sua mulher. O nome da operação se refere à mitologia grega.

As investigações contra a organização suspeita pela prática dos crimes citados foram iniciadas em 2019 pela Polícia Civil do Paraná a partir de inúmeras denúncias formalizadas por possíveis vítimas dos delitos sob apuração. Diante dos relatos de irregularidades, grande número de clientes passou a pressionar os administradores das empresas, que prometeu ressarci-los, inclusive com a celebração de termos de confissão de dívidas e acordos extrajudiciais.

Os policiais federais encontraram jóias, relógios de luxo e dinheiro nas casas dos envolvidos. (Foto: Polícia Federal)

Em 2019, Oliveira obteve decisão favorável a um pedido de recuperação judicial junto à 1ª Vara de Falências de Curitiba. De acordo com a Polícia Federal, no início de 2020 foi constatado que o grupo não cumpria as obrigações determinadas por ocasião da decretação da recuperação judicial e, para promoção de suas atividades e atração de novos clientes, seguia oferecendo ao público contratos de investimento coletivos sem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A incumbência das investigações acabou sendo deslocada para a Justiça Federal, quando a PF passou a conduzir a apuração da possível prática de crime contra o sistema financeiro nacional e os demais conexos.

A Polícia Federal apurou que os valores movimentados através do mecanismo criado pela área de TI da corretora não correspondiam à realidade. Em plano de fundo, os recursos transferidos ao grupo pelos clientes eram desviados de acordo com os interesses do proprietário da empresa. Desta forma, como os clientes acreditavam que estavam realizando operações nas corretoras e obtendo lucros diários e garantidos, não havia suspeitas da prática de irregularidades, o que só veio a ocorrer no início de 2019 com o bloqueio dos saques.

Ainda segundo a PF, diligências policiais ainda revelaram que o investigado também cometeu, no passado, crimes da mesma natureza nos Estados Unidos e possivelmente em países da Europa. O trabalho investigativo de campo também permitiu identificar pessoas suspeitas de concorrer para a prática dos crimes sob apuração. Segundo estimativa feita pelo administrador do processo de recuperação judicial, o valor devido pelo grupo econômico totaliza cerca de R$1,5 bilhão e diz respeito a mais de sete mil credores.

As ordens judiciais cumpridas nesta segunda-feira visam não apenas a cessação das atividades criminosas, mas também a elucidação da participação de todos os investigados nos crimes sob apuração, bem como o rastreamento patrimonial para viabilizar, ainda que parcialmente, a reparação dos danos gerados às vítimas.

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2 comentários em “Polícia Federal prende suspeitos de desviar milhões em negociações com criptomoedas no Paraná”

  1. Lembro dele no seu programa e do Amaury Júnior. Principalmente daquela festa que ele deu , no Buffet Nuvem de Coco , com um sapato prateado e uma calça skinny . Bizarro…

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