Prefeitura e Copel cobram de empresas de telecomunicação a organização de cabos em postes de Curitiba

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Da Redação

Cabos que não estão mais sendo usados pelas operadoras serão eliminados dos postes da cidade. (Foto: Portal Reinaldo Bessa)

Técnicos da prefeitura de Curitiba e da Copel e representantes de operadoras de telecomunicações acertaram nesta terça-feira (31), em reunião no auditório do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), uma estratégia para a organização de fios e cabos aéreos nos postes da cidade. A prioridade será a retirada do cabeamento ocioso e a eliminação da fiação solta nos postes. Também farão parte do trabalho o planejamento da transferência da rede aérea para dutos subterrâneos, onde já há infraestrutura implantada na área central e, futuramente, nas vias que passarão a contar com dutos para a rede lógica, previstas nos projetos Caminhar Melhor e Rosto da Cidade, de requalificação de calçadas e do espaço urbano.

O encontro teve a presença de representantes de empresas de telecomunicações, do Ippuc e da Copel. (Foto: Divulgação/IPPUC)

Foram listados 14 locais entre os que já têm infraestrutura de cabeamento subterrâneo e os que integram os projetos municipais para a organização do cabeamento aéreo e de retirada de fios irregulares. Os trabalhos serão feitos em curto e médio prazos, com datas a ser definidas em conjunto pelas equipes técnicas do município, Copel e das empresas de telecomunicações.

“Tudo passa por um processo de melhoria, inclusive, dos prestadores de serviços das empresas. Não admitimos mais essa condição de fios soltos que prejudicam a cidade e colocam a população em risco”, afirmou o presidente do Ippuc, Luiz Fernando Jamur.

LEIA TAMBÉM:

De acordo com o gerente da Divisão de Projetos, Fiscalização e Inspeção de Compartilhamento de Estrutura da Copel, Oneil Schlemmer, 90% dos problemas com fiação solta provêm de cabos metálicos antigos. “É um problema de segurança e vamos atuar em conjunto. Se não houver a regularização, iremos notificar e dar prazo. As empresas que não atenderem serão multadas”, disse Schlemmer. Um dos problemas recorrentes, segundo ele, é a não retirada dos materiais desligados por empreiteiras contratadas por operadoras responsáveis pela instalação de novos pontos.

As multas são cobradas por pontos de irregularidade podendo variar, em média, em R$ 600 por poste. Se a Copel identificar o problema e tiver que dispor de equipe para solucioná-lo por omissão da empresa notificada, são somados à multa cerca de R$ 1.500,00 por regularização. A multa pode ser aplicada novamente a cada 30 dias, se não houver regularização. Participaram da reunião no Ippuc 14 empresas de telecomunicações.

Com o início das intervenções nas ruas elencadas, a adequação para a rede enterrada será feita em conjunto com as operadoras e o município. A estimativa é que o processo licitatório para as obras de requalificação urbana previstas no projeto Caminhar Melhor possa ser encaminhado ainda este ano para que os trabalhos comecem em 2022.

Siga-nos no Instagram para ficar sempre por dentro das notícias:

Veja Também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

X