Presidente da ACP faz duras críticas a Greca e diz que perdeu a amizade com ele

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Da Redação

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O presidente da ACP, Camilo Turmina, fez sugestões para amenizar os prejuízos sofridos pelo comércio com os decretos municipais. (Reprodução/YouTube CMC)

Em pronunciamento na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Curitiba nesta quarta-feira (7), o presidente da Associação Comercial do Paraná, Camilo Turmina, fez sugestões aos vereadores para amenizar os prejuízos sofridos pelo comércio da capital com os decretos municipais e também duras críticas à condução da pandemia pela prefeitura. “Eu só perdi a amizade com o prefeito quando ele disse que os [empresários dos] ônibus não poderiam ter prejuízo”, afirmou Turmina. Ele pediu mais diálogo com o Executivo e defendeu uma “sinergia” entre poder público, empresários e população no enfrentamento à pandemia. “O prefeito sozinho não vai mudar a cidade”, disse. “Quem sabe menos asfalto e mais casas de apoio para a população em situação de rua”, prosseguiu.

Turmina sugeriu a adoção de um rodízio com a abertura alternada de lojas conforme o lado da rua, numeração par e ímpar dos imóveis ou pelo registro na Junta Comercial. “Eu não preciso de 800 farmácias abertas, eu não preciso de todos os pets. Não preciso de todos os vendedores de capinha de celular”, citou o presidente da ACP. “Pasmem, supermercado já sabe vender por delivery. No domingo já faz delivery. Por que precisa estar aberto todos os dias?”, questionou. E acrescentou: “Ontem batemos um novo recorde de óbitos [no país]. Daqui a pouco vai fechar tudo de novo”.

O empresário do ramo joalheiro questionou as diversas normativas referentes à pandemia. “Ninguém consegue entender quanta lei e regra nós despejamos na cabeça das pessoas. O que eu estou propondo é o rodízio de atividades. Já ouvimos falar do rodízio de ônibus, já ouvimos falar de rodízio de carros. Um dia você vai, no outro dia não vai”. Para Turmina, a própria sociedade organizaria o isolamento e “não o prefeito com seus decretos, porque está todo mundo raivoso”. Ele disse ainda que alguns lojistas morreram de ataque cardíaco e depressão porque não sabem o que fazer com a folha de pagamento.

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Em resposta às afirmações de Turmina, o líder do prefeito na Câmara, Pier Petruzziello, disse que não procede a reclamação de falta de diálogo. “Quando ele diz que não tem diálogo, ele não fala com a verdade”. De acordo com Petruzziello, o presidente da ACP desmarcou agenda com o prefeito Rafael Greca, em março. “Se é difícil ser presidente da ACP no momento da pandemia, imagina ser prefeito de uma capital como Curitiba em meio a uma série de interesses e necessidades da população”, afirmou.

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