Produção de morango se destaca na região de Curitiba e cresce em todo o Paraná

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Da Redação

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O morango é a terceira fruta em movimentação financeira do estado, com participação de 12,5% no total do Valor Bruto da Produção do setor. (Foto: Ari Dias/AEN)

O morango que os curitibanos comem vem de uma pequena propriedade rural em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, que produz cerca de mil quilos da fruta por mês. Os morangos semi-hidropônicos já ganharam fama na região e muita gente busca o local diretamente para comprá-los. A maior parte da produção atende os supermercados de Curitiba. A propriedade, de três alqueires, mantida pelo casal Rosana e José Marcos Pallu, exemplifica bem o perfil do produtor de morangos no estado e no país. Desde 2019 o casal se dedica à produção da fruta. Com a pandemia, Rosana conta que o consumo cresceu e eles decidiram ampliar a produção, com a construção de duas novas estufas, que vão se somar a outras duas já ativadas. A expectativa é aumentar a renda e abrir vagas de empregos.

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Desde 2019 ,Rosana Gabardo Pallu e José Marcos Pallu. se dedicam à produção de morangos. (Foto: Ari Dias/AEN)

De acordo com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do estado (Seab), o morango é a terceira fruta em movimentação financeira na cadeia de fruticultura do estado, com participação de 12,5% no total do Valor Bruto da Produção (VBP) do setor. Segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2017, o Paraná conta com 1.469 produtores. O cultivo de morango ocupa aproximadamente 905 hectares, com produção estimada de 33 mil toneladas por mês. A região metropolitana de Curitiba é a principal produtora do estado, com aproximadamente 880 produtores, como o casal Pallu.

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Paulo Andrade, engenheiro agrônomo da secretaria, afirma que o cultivo vem crescendo no Paraná. No comparativo de 2010 com 2019 – data do último levantamento da fruticultura no estado – houve um aumento de 69% na área plantada, acréscimo de 128,3% nas colheitas e de 238,3% no VBP nominal. O crescimento do plantio se explica pela lucratividade obtida com a produção. “Para se ter uma ideia, temos quase 7 mil hectares com tangerinas no Paraná, cujo Valor Bruto da Produção é semelhante aos 900 hectares de morango. Portanto, a renda obtida em uma pequena área com mão de obra intensiva demonstra a consistência do negócio”, afirma Andrade.

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O técnico agrícola Joel Sebastião da Cruz mostra o cultivo feito em bancadas de substrato, e não solo, no sistema conhecido como semi-hidropônico. (Foto Gilson Abreu/AEN)

O técnico agrícola Joel Sebastião da Cruz, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná), explica que o morango começou a ganhar força em Mandirituba há cerca de oito anos devido à falência de uma empresa avícola instalada no município. Os aviários foram transformados em estufas e assim foi possível aproveitar boa parte da estrutura. O cultivo acontece principalmente em bancadas de substrato, e não solo, em um sistema conhecido como semi-hidropônico. “Iniciamos com quatro produtores na cidade e atualmente temos em torno de 90”, diz Cruz, que dá assistência técnica para a identificação de pragas e doenças, adubação, correção de solo e escolha de variedades.

Cooperativa

Para incentivar os produtores, a prefeitura de Mandirituba faz a terraplanagem para quem quiser plantar a fruta, sem nenhum custo. “Estamos construindo também uma estufa-escola dentro do parque municipal, que será a nova sede da Secretaria da Agricultura. Lá, poderemos fazer testes de adubação, dias de campo, promover cursos, tudo para capacitar cada vez mais os agricultores”, explica a secretária de Agricultura e Meio Ambiente da cidade, Alessandra Clemente. Para tentar promover a industrialização do morango produzido no município, a prefeitura está incentivando a formação de uma cooperativa local que está praticamente formada.

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A secretária de agricultura de Mandirituba, Alessandra Clemente, conta que a prefeitura investe em infra-estrutura para melhorar a produção no município. (Foto Gilson Abreu/AEN)

“Com a criação desta cooperativa poderemos levar a produção de Mandirituba para mais lugares”, afirma a secretária Alessandra Clemente. Kátia Estela Tsuneta Matsui se dedica ao cultivo de morangos há 25 anos no município. Na propriedade da família são colhidas cerca de 20 toneladas por ano, vendidas diretamente para mercearias, quitandas e pequenos mercados, além da venda direta para o consumidor. Com a criação da cooperativa municipal, ela espera conseguir reunir um grupo de produtores para ter mais volume e vender para grandes redes de supermercados.

Para a produtora Adriana Carneiro Santana, a fruticultura representa um complemento da renda. Há seis anos ela alia a produção de morangos em Mandirituba à longa carreira como técnica de enfermagem. Ela mantém a produção de 15 mil pés com a ajuda de familiares e de um funcionário. A produção é quase toda vendida para clientes fixos em Curitiba, com divulgação por meio das redes sociais. “Atendemos muitas boleiras e doceiras, por exemplo, e seguimos sempre o mesmo padrão de peso da fruta para bombons e trufas”, diz. Agora, a família busca ampliar a produção para 20 mil pés.

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Toda produção tem comprador certo.  (Foto: Ari Dias/AEN)

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