Quatro aeroportos paranaenses serão leiloados nesta quarta-feira

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Da Redação

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O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. (Foto: Geraldo Bubniak)

Os aeroportos paranaenses contemplados no leilão do governo federal desta quarta-feira (07) são o Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba; o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais; o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e o Aeroporto Governador José Richa, em Londrina. As concessões passarão a ser administradas pela iniciativa privada que terá a responsabilidade de ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura dos terminais durante 30 anos, exigindo em troca investimentos de cerca de R$ 1,4 bilhão em todo o estado. O leilão acontecerá a partir das 10 horas, com transmissão ao vivo no YouTube da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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No total, o leilão vai passar para a iniciativa privada 22 aeroportos do país. O Bloco Sul, do qual o Paraná faz parte, também inclui os terminais de Navegantes (SC), Joinville (SC), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS). Os estudos que indicaram a necessidade de privatização foram feitos pelo Ministério da Infraestrutura. Com o leilão, os aeroportos deixam de ser administrados pela Infraero.

Os funcionários que trabalham nesses aeroportos que serão privatizados são concursados, mas no regime de CLT. Um acordo coletivo firmado em 2011, quando o governo começou a privatizar aeroportos, concedeu estabilidade aos empregados até o fim de 2020. Essa estabilidade deve continuar para proteger a categoria.

Afonso Pena será privatizado

O Aeroporto Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, é o maior dos quatro terminais e deve receber investimentos na ordem de R$ 566,2 milhões. A primeira fase prevê a aplicação de R$ 431,3 milhões, com obras entregues entre 2023 e 2024. Na segunda fase, serão R$ 67,6 milhões, concluídas de 2028 a 2030. Por fim, a terceira fase estabelece aplicação de R$ 53,7 milhões, com previsão de entrega entre 2038 e 2040.

Entre as obras previstas, está a construção de uma terceira pista com 3 mil metros de comprimento para aumentar a capacidade diária de operação e permitir mais viagens internacionais. A área de embarque de passageiros e o pátio interno serão modernizados. Há projeto para a construção de um novo pátio, com a criação de uma ponte de embarque.

Aeroporto Bacacheri

Devido à localização urbana, em Curitiba, o Aeroporto do Bacacheri possui menos possibilidades de ampliação. No entanto, a expectativa é dobrar a capacidade de atendimento com melhorias na estrutura que já existe. O investimento deve somar R$ 43,1 milhões.

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Aeroporto Bacacheri, que fica no bairro Bacacheri em Curitiba, dobrará capacidade de atendimento. (Foto: Geraldo Bubniak)

Estão previstas obras no nivelamento e no sistema de drenagem da pista, ampliação do pátio de aeronaves e do terminal de passageiros e remodelação nas faixas de taxiamento. Com isso, o aeroporto aumentará sua capacidade de pousos e decolagens, ampliando também o número de aeronaves que poderão permanecer estacionadas.

Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu

Pela importância turística que ocupa, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu está em segundo lugar no comparativo de investimentos e vai receber R$ 512,3 milhões em obras. A expectativa é de que a partir de 2025 haja aumento de 4% no movimento de passageiros, chegando a 181 mil viajantes de voos internacionais até 2050, segundo o edital.
O aeroporto de Foz do Iguaçu passou por melhorias recentemente. Ganhou extensão de pista, melhorias no terminal de passageiros e aumento no número de pontes de embarque, fruto de um convênio entre o governo do Paraná, Infraero e a Itaipu Binacional, totalizando R$ 69,4 milhões.

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Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu – Cataratas, porta de entrada do turismo internacional, será ampliado para receber mais voos comerciais. (Foto: Geraldo Bubniak)

Com a concessão, o aeroporto realiza o sonho de ganhar uma nova pista com 3 mil metros de extensão, aumentando a capacidade de voos internacionais. Nesta primeira fase serão R$ 354 milhões em investimentos. Na segunda etapa, serão aplicados R$ 62,1 milhões na modernização do terminal de passageiros, do pátio da aviação comercial e em novas pontes de embarque. Na última etapa, os ganhadores da permissão para operar o terminal deverão aplicar R$ 75,8 milhões na finalização do projeto.

Aeroporto de Londrina

Em Londrina serão investidos R$ 273 milhões, em duas etapas. A primeira deve ser realizada de 2024 a 2035 e inclui a maior parte das obras previstas, como ampliação e melhorias na pista, construção de novo terminal de passageiros e melhoramentos no terminal já existente, além de construção e adequação das pistas de taxiamento.

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O Aeroporto de Londrina, no norte do estado, terá duas etapas de investimentos até 2051. (Foto: Geraldo Bubniak)

A segunda fase acontecerá entre 2036 e 2051. Entre as obras elencadas estão a ampliação do terminal de passageiros, dos pátios e das pistas de taxiamento. Londrina será beneficiada a médio e longo prazos com aumento de voos e rotas para outros destinos, favorecendo a industrialização e o crescimento do município do Norte do Paraná.

Projeto do governo federal

Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, o resultado do leilão dos 22 aeroportos pode representar mais de R$ 6,1 bilhões em investimentos. O leilão será realizado nesta quarta-feira (07) e envolve projetos de longo prazo, com concessões de até 30 anos.

Os leilões dos 22 aeroportos serão divididos em três blocos: Sul, Norte I e Central. O Bloco Sul é formado por nove terminais: Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu, Londrina (PR), Navegantes (SC), Joinville (SC), Pelotas, Uruguaiana e Bagé (estes no RS). Sete deles compõem o Bloco Norte I: Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC). Mais seis formam o Bloco Central: Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís e Imperatriz (MA), Teresina (PI) e Petrolina (PE).
O investimento total nos três blocos supera os R$ 6 bilhões, sendo R$ 2,8 bi no Bloco Sul, R$ 1,8 bi no Bloco Central e R$ 1,4 bi no Bloco Norte. Em um único dia, o governo vai repassar a mesma quantidade de terminais aeroportuários do que o total atualmente concedido (22).

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