Rede estadual volta às aulas presenciais nesta segunda; secretário explica como será

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Da Redação

Rede estadual volta às aulas presenciais em sistema híbrido. (Foto: Divulgação)

Centenas de alunos da rede estadual do Paraná voltam gradativamente às aulas presenciais a partir desta segunda-feira (10), com o modelo híbrido de ensino, no qual parte dos alunos participa das aulas em sala de aula enquanto a outra parte acompanha remotamente as aulas ao vivo, de casa. As escolas estão equipadas com computadores e internet, possibilitando que os professores interajam com ambos os grupos de estudantes.

O secretário estadual da Educação e Esporte, Renato Feder, lembra que as escolas estaduais seguirão os protocolos de segurança, como distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes, uso de álcool em gel, máscara e termômetros para aferir a temperatura de alunos e funcionários na entrada do colégio. “É importante lembrar que os pais ou responsáveis legais dos estudantes que voltam para as salas presenciais precisam assinar uma carta de autorização. O documento pode ser enviado por e-mail à escola ou entregue pessoalmente pelo estudante na diretoria da instituição”, destaca Feder.

O secretário também ressalta que os alunos que optarem por não ir às aulas presencialmente continuarão no ensino remoto, que inclui as plataformas digitais do Aula Paraná, videoaulas no YouTube e TV aberta, além do kit pedagógico impresso. Esse retorno, em aproximadamente 10% das escolas públicas, é um teste para acompanhar o cumprimento dos protocolos indicados pela secretaria da Saúde e a medida em que a segurança desse grupo for observada, a volta será ampliada gradativamente até chegar a 100% da rede.

Outra ferramenta que os alunos têm é a Redação Paraná, feita pelos profissionais de Língua Portuguesa junto com os profissionais da Rede de Tecnologia do Estado. É um sistema inteligente que corrige sintaxe, gramática, pontuação, acentuação, concordância, entre outros. Aponta até cinco tipos de erros possíveis para os alunos e destaca as soluções.

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Renato Feder diz que pode-se afirmar que atualmente os professores são formados em tecnologia e essa formação acontece de duas formas. Primeiro, a partir de lives e treinamentos das turmas e dos Núcleos Regionais de Educação. Mas também por meio do programa Formadores em Ação, que são cursos ministrados pelos próprios professores. “Selecionamos esses professores por meio de prova e vídeo. No Paraná são mais de mil professores nesta condição, que ajudam a formar mais de 20 mil profissionais da Rede Estadual de Ensino”, completa.

Entre os assuntos debatidos semanalmente, os professores abordam tecnologia, como realizar apresentações online, fechar ou abrir o microfone de um aluno ou como usar a ferramenta Jamboard – em que os alunos interagem em uma lousa virtual. “O programa Formadores em Ação vale pontos também para a progressão do professor. Para o profissional progredir na carreira são diversos fatores, como a presença em aula, uma boa avaliação e também os cursos e formações. Então quando ele participa do Formadores em Ação, ele também acumula pontos para a sua progressão”, diz Feder.

Além disso, o governo implantou aulas semanais, com 2,3 mil professores, da disciplina de Educação Financeira. Os exemplos abordados na aula são do dia a dia: como guardar dinheiro para comprar uma bicicleta, um celular ou como complementar o orçamento familiar, se vai ter dinheiro para as compras, em que são abordadas situações corriqueiras da vida dos estudantes. O objetivo da disciplina é ajudar a pensar sobre essa organização financeira.

O curso de programação também é uma novidade e promessa para os próximos anos. O secretário conta que o programa Edutech oferece 150 mil vagas para cursos gratuitos de programação, games e animação e por meio dele os alunos aprendem a programar no computador. “Pelo Edutech, o aluno estuda normalmente no período da manhã, através do meets, e à tarde tem três aulas por semana de programação com os nossos professores. Essas aulas ajudam a profissionalizar o estudante para que esteja apto ao mercado de trabalho, ganhando salário de até R$ 10 mil”, acrescenta o secretário.

Por fim, o programa Ganhando o Mundo vai possibilitar o intercâmbio de 100 estudantes da rede pública na Nova Zelândia que deveria ocorrer no segundo semestre. Feder conta que a ideia era mandar os alunos em agosto, mas como o país está fechado para a entrada de estrangeiros de diversos países, inclusive o Brasil, a viagem foi adiada para fevereiro de 2022. Mesmo assim, a preparação já começou em abril e os alunos selecionados começaram a estudar inglês de forma virtual no mês passado.

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