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Secretaria de Saúde esclarece diferença entre número de vacinas em estoque e aplicadas

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Da Redação

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O controle do estoque é feito pela Secretaria de Saúde estadual no Centro de Medicamentos do Paraná. (Foto: José FernandoOgura/AEN)

Diante de dúvidas surgidas em relação ao estoque de vacinas no Paraná e à diferença nas doses aplicadas, o portal confrontou os dados que estão no último Boletim Epidemiológico com as informações da própria Secretaria de Saúde estadual. No relatório publicado nesta segunda-feira (05), há um demonstrativo de quantas doses de vacina o Paraná recebeu até agora. Foram 2.253.300, somados os 11 lotes enviados pelo Ministério da Saúde. Deste total, 1.270.697 das doses foram aplicadas, somadas à primeira e à segunda doses.

Segundo uma fonte da Secretaria da Saúde consultada, a diferença que aparece nesta conta, de 982.603 doses, diz respeito à reserva técnica estabelecida pelo próprio Ministério da Saúde, que determina que sejam armazenadas as doses referentes à segunda aplicação. Outro fator que interfere neste cálculo leva em conta as vacinas já enviadas aos municípios e que estão armazenadas nas próprias unidades de saúde, porém não entraram no sistema estadual porque estão sendo lançadas conforme vão sendo utilizadas.

Ainda de acordo com a fonte, não estão sobrando doses das vacinas Coronavac, do Instituto Butantan, e da AstraZeneca/Oxford. O que existe, conforme esclareceu a fonte, é uma diferença no tempo de aplicação entre um fabricante e outro. No caso da vacina do Instituto Butantan, o intervalo entre a primeira e a segunda dose varia de 14 a 28 dias, conforme bula do produto. E a vacina AstraZeneca/Oxford é de 3 meses.

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O Plano Nacional de Imunização elaborado pelo governo federal estabelece que a responsabilidade de armazenamento durante esse período cabe aos governos estaduais. Isso impede que sejam enviadas todas as doses de uma só vez aos municípios e que faltem vacinas para a segunda aplicação. A informação de que estariam sendo retidas vacinas nos depósitos do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), também foi tida como infundada pela fonte ouvida pelo portal.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do estado, o governo federal é quem estabelece as diretrizes do Plano Nacional de Imunização e controla a distribuição de vacinas aos estados. A ordem para reter parte do estoque garante que não faltem imunizantes para as duas doses necessárias. Nesta última remessa, praticamente todas as doses serão destinadas à segunda etapa.

Vacinômetro

A Secretaria estadual da Saúde mantém públicas as informações referentes às doses de vacina contra a Covid-19 inseridas no Vacinômetro, atualizado diariamente pelos prefeituras municipais que integram o sistema unificado criado para armazenar e cruzar os dados. Neste espaço do site da Secretaria da Saúde, é possível consultar quantas pessoas tomaram a primeira e a segunda doses dos imunizantes disponíveis.

Ao clicar no ícone com os números, a página abre um relatório que traz as informações de quantas doses já foram distribuídas aos municípios paranaenses, com gráficos de aplicação que mostram o percentual de pessoas vacinadas nas 22 regionais de saúde distribuídas pelo estado. O sistema permite a consulta individual, com o número de vacinas que cada município recebeu. De acordo com o Plano Nacional de Imunização, a distribuição dos imunizantes está sob responsabilidade dos estados, mas a aplicação das doses é feita pelos gestores municipais.

Paralelo ao Vacinômetro, o governo do estado publica diariamente o Informe Epidemiológico que traz um controle detalhado que pode ser baixado para conferência e contestação. Basta escolher a data e ter acesso aos dados. Um aviso alerta o usuário que mesmo depois de publicadas, as tabelas sofrem atualização.

No último Boletim Epidemiológico, publicado hoje (05), constam as mortes causadas pelo novo coronavírus no mundo (2.842.135), no Brasil (331.143) e no Paraná (17.288).

No Paraná, 855.047 pessoas já contraíram a doença. A idade e o sexo de quem testou positivo aparecem nos indicadores e revelam que a média da faixa etária de quem pegou a doença é de 39,66 anos. Já a média de idade entre os mortos é de 67,88 anos.

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