Tire suas dúvidas sobre seguro de vida na coluna Educação Financeira

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Seguro de vida

Laura Döring

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Seguro não é previdência. Se um corretor de seguros sugerir que você troque sua previdência por um seguro alegando que você ganhará com isso, ele estará sendo antiético. (Foto: Divulgação/Freepik)

Olá, querido leitor, tudo bem?

Muitas pessoas se perguntam se estão perdendo dinheiro ao contratar um seguro, como o seguro de vida, por exemplo.

​Como sempre falo, o brasileiro em geral costuma assinar contratos de investimentos e financiamentos, entre outros produtos financeiros, com aparência muito milagrosa, sem analisar suficientemente para saber se é regulado pelo Banco Central. Ou então o contrato diz o que o gerente do banco prometeu (ou vendeu à uma taxa mais baixa por você) adquirir um empréstimo que estava precisando. A tal venda casada.

E o seguro é um dos pilares de proteção financeira que mais sofre preconceito hoje no Brasil, pelos motivos que citei acima. E por isso vou desmistificar alguns desses aspectos para ficar mais fácil o entendimento e até prevenir novos acontecimentos que te façam perder dinheiro.

Seguro não é previdência

Em primeiro lugar, seguro não é previdência. Previdência é outro pilar de proteção financeira, seguro é seguro. Ele não tem conotação de previdência, não substitui em hipótese alguma uma previdência e se o corretor de seguros oferecer para que você troque sua previdência privada por um seguro, alegando que você ganhará mais com isso, ele está sendo antiético e pode até sofrer penalizações da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Seguro serve para assegurar os seus bens em caso de falta ou assegurar você em vida, caso necessite de amparos como diária hospitalar, doenças graves, acidente, reserva emergencial entre outros.

É importante frisar sobre esse ponto, pois muitos seguros hoje estão sendo comercializados no Brasil, com um item chamado reserva financeira. Essa reserva não é formada em todos os seguros e, ainda, é apenas uma parte da parcela que forma a reserva financeira. Caso você tenha contratado algum seguro com esse perfil, entenderá o que estou explicando, e caso contrário basta ficar atento ao momento da contratação.

Reserva e resgate

Essa reserva é formada com base no seguro de morte natural que você está contratando. Normalmente é de 10 a 30 anos o prazo para formar a reserva e começa a haver o resgate a partir do 25º mês. A partir disso, deve ser analisada com a seguradora a porcentagem de resgate que será formada ano a ano. Geralmente é dividida proporcional ao número de anos de contratação e variam de 60% a 100% (da morte natural contratada) no final do prazo, caso o segurado queira cancelar o seguro para resgatar a reserva. Por exemplo, no 3º ano, o segurado tem direito de retirar 10% do que contratou e assim sucessivamente até o 30º ano que será de 80%. Ou 10% no 3º ano e 100% no 10º ano.

Essa reserva financeira, como faz parte do seguro, o complementa em caso de necessidade, e não só em caso de doenças, acidente, etc. Portanto, sofrem correção apenas por juros atuariais para o cálculo da reserva matemática e, como no exemplo anterior, esse valor será calculado com base nos 10% de reserva financeira que você criou.

Em números, uma parcela de R$ 500 de seguro, onde R$ 150 é o seguro morte natural e o restante a composição dos demais seguros inclusos (decrescente, diária hospitalar, etc), no 25º mês começará a formar uma reserva financeira ano a ano com base em 10% dos R$ 150 mensais, no ano seguinte 12% e assim proporcionalmente. Isso porque a reserva financeira não é para enriquecer e sim para segurar.

Importante, no momento do resgate o seguro é automaticamente encerrado.

Anamnese

Em segundo lugar, existe uma anamnese que deve ser seguida à risca no momento da contratação. É mais burocrático, mas é para a proteção do segurado, em caso de aceite do seguro. Caso algo seja omitido um acidente anterior, uma doença pré-existente, etc, o seguro é invalidado e o segurado não recebe em vida (doenças graves, por exemplo) ou os beneficiários não receberão em morte, em caso de seguro de morte. Então quando um banco comercial oferece um seguro como venda casada para “fechar meta”, peça para saber quando será feita a anamnese.

Idade de contratação

Ainda sobre esse ponto, a idade da contratação é muito importante pois alguns seguros não tem reenquadramento atuarial. O que seria isso? Sabe quando você vai contratar um plano de saúde e com certa idade paga bem menos do que com mais idade? É justamente isso, pois infelizmente, à medida que nós envelhecemos, nós apresentamos mais risco de doenças e de morte. Caso esse seguro não tenha esse reenquadramento, se um corretor de seguros pedir para “trocar” de seguro pois agora ele tem algo melhor, avalie se isso pode impactar na sua nova anamnese, se a sua idade está muito mais alta do que quando contratou ou se no meio do caminho você não adquiriu hipertensão. ou algo do gênero, que possa impactar na contratação de outro seguro, pois depois de contratado, o seguro não pode ser mexido, apenas substituído.

Seguro decrescente

E o seguro decrescente? Esse seguro é feito com base em uma necessidade temporária, como por exemplo pessoas que estão formando patrimônio, filhos pequenos, e a renda de um dos 2 do casal impacta muito na qualidade de vida dos beneficiários. Esse seguro não forma reserva financeira, mas em compensação, é muito barato pelo valor da apólice contratada.

Seguro de invalidez parcial ou total por acidente. Quando esse seguro é contratado, o pagamento varia de acordo com o perfil, principalmente perfil profissional, como por exemplo um dedo para um cirurgião tem muito mais valor monetário do que para um empresário que não lida com as mãos diretamente para exercer seu trabalho.

Diária hospitalar. Esse seguro é feito para completar sua necessidade de plano de saúde. Muitas vezes o plano de saúde fica muito mais caro do que a contratação desse seguro, e para autônomos ajuda a passar pelo período de internamento, que não está produzindo, com mais tranquilidade, por exemplo um entregador que sofre um acidente de moto e sua renda cai a zero.

Leia sempre atentamente os requisitos para utilização desse seguro, como numero mínimo de dias para internamento, por exemplo.

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Por todos esses motivos, é importante saber que um seguro é fundamental para a sua qualidade de vida e de seus beneficiários, já que ele faz parte do seu pacote financeiro e vai te proteger de adversidades, muitas em vida e, em caso de morte, vai ajudar os que precisarão fazer o seu inventário (bens, investimentos), vai amparar seus filhos, etc.

Sendo bem feito, não trará malefícios, e como já diz o ditado: “o seguro morreu de velho”.

Um beijo e até a próxima coluna.

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Laura Doring

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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Laura Doring

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Administradora de empresas, pós graduada em vendas e marketing pela FAE, especialista em gestão comercial pela Fundação Getúlio Vargas, e neurovendas pela Esic de Madrid. Atua como especialista em consultoria financeira, previdência privada, consórcio, corretagem de seguros, agente de investimento e gestora de equipe de vendas.

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