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Transporte de insumos médicos e vacinas garante mercado a empresas do setor

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Simone Giacometti

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Chegada das vacinas contra a Covid-19 no Aeroporto Internacional Afonso Pena. (Foto: Divulgação)

O setor de transportes está entre os serviços essenciais e não parou durante a pandemia. Segundo dados oficiais, cerca de 60% de todo o movimento de pessoas e mercadorias no Brasil é feito por meio de transporte rodoviário. De acordo com o Banco Mundial, o país tem a quarta maior infraestrutura de estradas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e da Índia. São mais de 1,5 milhão de quilômetros de rodovias por onde passam mais da metade (56%) das cargas nacionais. Tudo isso sendo levado por 1,2 milhão de caminhoneiros registrados na Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

Os números são tão impressionantes quanto o tamanho dos desafios impostos pelos novos tempos. Para o empresário paranaense Agustinho Ormeneze Júnior, sócio diretor da empresa PegaEntrega, de Curitiba, a categoria é uma das principais do país e ele cita exemplos. “Nossa empresa tem homologação da Anvisa para transportar medicamentos e cumprimos a importante missão de entregar respiradores e aparelhos que são usados nos hospitais, anestésicos e uma série de outros insumos utilizados no tratamento da Covid-19, só para citar algumas das cargas que transportamos”, explica ele.

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A empresa é responsável pelo transporte de todas as vacinas contra a Covid-19 que chegam ao Paraná, no trajeto entre o Aeroporto Internacional Afonso Pena e o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), no Jardim Botânico. A operação é especial, pois os caminhões são autorizados a entrar na pista e descarregar a carga diretamente dos bagageiros dos aviões. De lá, os veículos, monitorados via satélite, são escoltados pela Polícia Federal até o depósito do governo do Paraná.

“As caixas com os imunizantes são descarregadas direto do avião para os veículos, por funcionários treinados. Temos uma farmacêutica contratada e certificação para fazer esse tipo de trabalho, que sabemos ser fundamental para a população. Nós também fazemos o transporte de vacinas contra a H1N1 para o interior”, conta Agustinho.

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Apenas os caminhões da empresa PegaEntrega possuem autorização para entrar na pista do aerporoto e transportar as vacinas. (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

Enquanto vários setores econômicos viram postos de trabalho fechar e marcas tradicionais se despedir dos consumidores, a PegaEntrega teve um aumento no volume de serviço. Entre os clientes internacionais está a DHL Express, multinacional alemã considerada a maior do mundo em logística. Do mercado nacional, vem a Gollog Transportes, que concentra as entregas paranaenses, em Curitiba.

Agustinho revela que foi preciso repensar a parte de e-commerce para dar conta da nova demanda causada pela situação atual. Há um novo perfil de consumo e se faz necessária a conexão eletrônica entre as empresa e os clientes em produtos e serviços de várias áreas. “Tivemos que nos adaptar às novas exigências. Com planejamento, estamos vencendo todas as dificuldades”, afirma.

Atendendo todo o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a empresa curitibana chega aos 26 anos de olho no futuro. Trabalha em sistema de cooperativa e adequa o tamanho da frota e a quantidade de funcionários com parcerias nos três estados.

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Vacinas contra a Covid-19 saem direto do avião para os caminhões no Aeroporto Internacional Afonos Pena. (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

Setor conquista direito de vacinar trabalhadores

Atendendo a um pedido da Confederação Nacional do Transporte, o Ministério da Saúde incluiu caminhoneiros, motoristas e cobradores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso e trabalhadores portuários na campanha nacional de imunização contra o vírus da influenza, causador da gripe. Os profissionais serão imunizados na terceira etapa da campanha, agendada entre os dias 9 de junho e 9 de julho.

Em negociações anteriores, a CNT já havia conseguido a inclusão de segmentos dos profissionais do transporte no grupo prioritário da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19. Nesse caso, estão no grupo prioritário os caminhoneiros; portuários, incluindo os trabalhadores da área administrativa; empregados das companhias aéreas nacionais (aeronautas e aeroviários); empregados de empresas metroferroviárias de passageiros e de cargas; empregados de empresas brasileiras de navegação; e motoristas e cobradores do transporte coletivo rodoviário de passageiros, incluídos os motoristas de longo curso. A CNT aguarda agora a definição do cronograma de vacinação desse público pelo Ministério da Saúde.

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