Uso de vacinas AstraZeneca/Fiocruz para gestantes está suspenso

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Da Redação

A medida segue recomendação da Anvisa, que investiga a morte de uma gestante no Rio de Janeiro, suspeita de estar ligada a aplicação da vacina AstraZeneca. (Foto: Dado Ruvic)

A Secretaria de Saúde do Paraná aderiu à suspensão temporária da aplicação da vacina AstraZeneca/Fiocruz para as gestantes, conforme orientação emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).A vacina vinha sendo usada em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a CoronaVac e a vacina da Pfizer.

A orientação está em nota técnica emitida pela agência. “O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, ressaltou a Anvisa. A medida é preventiva, até que o Ministério da Saúde se manifeste.

Motivos da suspensão

Na noite desta segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu nota recomendando a suspensão da aplicação das vacina em gestantes. A medida foi tomada após a notificação da morte de uma gestante de 35 anos, no Rio de Janeiro, que teria sido imunizada. Enquanto a investigação não for concluída, a aplicação está suspensa.

A farmacêutica britânica realizou os testes da vacina AstraZeneca em mais de 23 mil pessoas e desse total, 1 entre 10 participantes relatou algum tipo de sintoma como dor no local da injeção, dores de cabeça, cansaço, dores musculares, febre, náuseas e dores nas articulações. Mas o imunizante não foi testado em grávidas, portanto, não há registros específicos sobre esse grupo.

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento e a sede corporativa da AstraZeneca ficam em Cambridge, na Inglaterra, de onde partiram os primeiros estudos sobre a vacina. O comitê científico que supervisiona a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Reino Unido chegou a recomendar na semana passada que a aplicação do imunizante se restringisse às pessoas com idades acima de 40 anos, após o registro de 242 casos e 49 mortes por trombos raros no país.

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