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Vacina da UFPR contra Covid pode estar disponível ano que vem

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Da Redação

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A vacina criada pela Universidade Federal do Paraná está sendo feita com insumos nacionais e tecnologia própria. (Foto: Marcos Solivan/Divulgação)

A vacina desenvolvida na Universidade Federal do Paraná contra a Covid-19 deve encerrar a fase de testes pré-clínicos até o final de 2021. Os pesquisadores estimam que até 2022 o imunizante possa ser disponibilizado para a população, caso seja aprovado nos testes pré-clínicos e clínicos.

A vacina usa insumos nacionais e tem tecnologia de produção 100% desenvolvida na UFPR, fruto de pesquisas realizadas com biopolímeros biodegradáveis e com partes específicas de proteínas virais. Outro ponto positivo é o custo de produção. De acordo com os pesquisadores, hoje são gastos menos de cinco reais para fabricar cada dose. O imunizante tem características multifuncionais. Isto quer dizer que pode ser recombinado para prevenir outras doenças como dengue, zika vírus, leishmaniose e chikungunya.

“Esta vacina vai ser estratégica e necessária em 2022, em 2023, quem sabe até depois. É uma vacina paranaense, uma vacina de baixíssimo custo, que pode dar as condições no futuro para uma soberania tecnológica, que hoje tem afligido nossa sociedade, com a espera de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) da Índia, da China. É uma vacina com um mecanismo tecnológico e imunização que até aqui se demonstrou bastante alvissareira”, disse o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca.

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Fase pré-clínica

Para finalizar a fase pré-clínica de testes, a UFPR fechou um acordo com o governo do Paraná. No total, o estado vai repassar R$ 995 mil reais para a universidade, sendo R$ 700 mil para compra de equipamentos e custeio da pesquisa e R$ 295 mil para pagamento de bolsas para pesquisadores em pós-doutorado para viabilizar esta fase. Na sequência, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), iniciam os testes clínicos, quando serão necessários novos parceiros e novos recursos financeiros.

“Estamos investindo nesta iniciativa da UFPR para termos uma vacina paranaense. (…) É só com investimento em ciência e tecnologia que podemos chegar a resultados. Estamos otimistas em relação a este percurso feito pela UFPR e muito esperançosos em relação ao futuro”, afirmou o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona.

Nanotecnologia 

A tecnologia utilizada na vacina da UFPR envolve a produção de partículas de um polímero biodegradável, revestidas com partes específicas da proteína Spike, que é responsável pela entrada do SARS-Cov 2 nas nossas células.

Essa proteína é produzida com o auxílio da bactéria Escherichia coli, ou seja, em uma forma capaz de aderir ao polímero. A vacina é composta pelo polímero e pela proteína sintética, sendo que as partículas terão na sua superfície a proteína S, de forma semelhante ao próprio vírus. Com essa solução, não é necessário o uso do coronavírus inteiro para a produção da vacina.

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