Vendas de apartamentos novos em Curitiba crescem 58% no segundo ano da pandemia

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Da Redação

Com unidades a partir de R$ 4 milhões, o residencial La Serena, na Praça da Espanha, da construtora A. Yoshii, teve 100% de seus 32 apartamentos (duas coberturas) vendidos. O edifício será entregue no próximo dia 30. (Foto: Portal Reinaldo Bessa)

Ao contrário de muitos setores, que viram suas vendas despencar com a pandemia, o mercado imobiliário experimentou um crescimento de 58% na venda de apartamentos novos em Curitiba. A alta corresponde aos primeiros cinco meses do ano, comparados ao mesmo período de 2020. Isso significa que as construtoras e incorporadoras locais venderam mais de 2,5 mil imóveis de janeiro a maio. Ou seja: uma média de 505 apartamentos por mês.

O desempenho consta da última pesquisa divulgada pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), referente a maio. “Os bancos ainda não repassaram a inflação para o crédito imobiliário, o que ajuda a manter o setor aquecido. Além do mais, os imóveis têm gerado ganho real para o comprador no último ano. Desse modo, ele torna-se interessante também como ativo”, analisa o presidente da entidade, Leonardo Pissetti, um dos proprietários da construtora Sweel.

Esse cenário se refletiu diretamente nas vendas, fazendo com que a velocidade das vendas crescesse. Enquanto em maio último, de cada 100 apartamentos lançados no mês, seis foram vendidos em até 30 dias. Em maio de 2020, foram apenas quatro imóveis novos vendidos no mês do lançamento.

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Pissetti acredita, porém, que os bancos devem revisar as taxas de juros praticadas para o financiamento imobiliário até o fim do ano. “O aumento dos custos de materiais, que chegou a 31,58% no último ano, vai impactar no preço dos lançamentos”, opina.

A pesquisa da Ademi-PR, em parceria com a BRAIN Inteligência Corporativa, é a mais completa do mercado imobiliário em Curitiba em função da amostra. São monitorados 335 edifícios residenciais e mais de 21 mil imóveis. Além disso, desde 2007 a apuração é realizada diretamente com as construtoras, incorporadoras e imobiliárias.

Lançamentos

A quantidade de apartamentos novos à venda no mercado imobiliário de Curitiba foi 18,1% maior nos primeiros cinco meses deste ano do que no mesmo período de 2020. Isso significa que pouco mais de 1,9 mil imóveis foram colocados à venda na cidade.

Entretanto, o volume de empreendimentos novos em Curitiba nos últimos 12 meses foi menor: caiu de 30 edifícios lançados de janeiro a maio de 2020 para 25 no mesmo período deste ano. A razão apontada é que os novos lançamentos estão vindo com mais unidades, mesmo no segmento de alto padrão, segundo o presidente da Ademi-PR.

O preço médio do metro quadrado privativo dos apartamentos novos na capital também está em alta. Segundo a pesquisa, os imóveis acumularam valorização de 13,5% no último ano, tendo maio como referência. Aliás, a variação dos preços no mercado imobiliário de Curitiba foi maior do que a registrada pela inflação. Ou seja: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 8,05% nos últimos 12 meses, tendo maio como base também.

Estoque

O estoque, ou seja, o número de apartamentos novos à venda mantém-se na faixa dos seis mil imóveis na capital paranaense. “Esse índice é salutar para o mercado imobiliário de Curitiba. Ele mostra que, mesmo com o aumento dos lançamentos, oferta e demanda estão equacionadas”, explica Leonardo Pissetti.

Para ser ter uma ideia, em 2014 Curitiba chegou a ter 12.238 apartamentos novos em estoque. Ou seja: uma disponibilidade de 32% em relação à oferta. Hoje, esse índice é de 28%.

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